Old Dragon - Galerinha

As Cavernas da Escuridão - Parte 6

A Guilda chega ao Forte e segue para A Cevada Bem Dotada, onde descansam e se recuperam dos ferimentos, junto com os Filhos de Kelvin. O corpo de Rafer Cruaidh é levado ao templo de Urdra, para o clérigo nortista Dean Conlanin.

O mistério da rosa

No dia seguinte, seguem para a mansão do Forte para ter com Conaldhan e Morodh Sete-Dedos sobre o que encontraram nas Cavernas da Escuridão.

O ataque do dragão em Lindley, a revolta de Belars Livre em Belars e o crescimento dos ataques de monstros, goblinoides, humanoides e todos os estranhos acontecimentos nas Terras Marginais preocupa o comendador Conaldhan. Ele pede para a Guilda rapidez na solução do problema nas Cavernas da Escuridão.

Morodh Sete-Dedos mostra-se muito preocupado com as menções aos Deuses Antigos nas cavernas e em outros lugares por onde a Guilda passou. Os Deuses Antigos tinham sido aprisionados há muito tempo, não deveriam ser capazes de estar influenciando o mundo assim. Certamente, o tal homem carismático deve ser um cultista dos Deuses Antigos. A Guilda percebe que quando fala desses temas sombrios, a lucidez e os dedos de Morodh parecem voltar, mas logo retomam sua normalidade quando trocam o assunto.

Vanael mostra a Morodh uma das presas de Malvirdan. O mago parece tratar a presa como se conhecesse a serpente que derrotaram, como um ser antigo, e promete ao elfo que irá levá-la a Grigor Forja Rubra para fabricar algo ao elfo.

Conaldhan os avisa de que um estrangeiro residente no forte, Rakloteph da Guilda de Tradutores e Escribas, estava interessado em negociar uma proteção e expedição às Cavernas da Escuridão.

O retorno ao templo de Urdra traz mais revelações. O corpo de Rafer estava sendo encomendado aos Portões de Omnos quando chegaram e puderam perceber, no corpo já limpo, uma tatuagem que haviam visto no mapa do capitão do Forte quando foram vasculhar seu quarto em busca de informações sobre o ataque dos assassinos do Bando da Adaga: uma rosa em um círculo. Aquele símbolo marcava uma das casas de Lindley.

Dean Conlanin oferece seus serviços para recuperar as forças de Vanael e Q’Dor. O clérigo, em meio aos trabalhos, é tomado por Urdra e profetiza: “Perto de algo familiar para vocês, algo familiar para outro está”. Sem entenderem muito, e com o clérigo debilitado pelo acontecimento, partem para voltar ao descanso.

Vanael fica observando o anel élfico que havia encontrado. Não havia magia nele, pelo que Muriel havia verificado, apenas a inscrição.

A Guilda de Escribas e Tradutores

No dia seguinte, Latiffa encontra com Mariana e lhe dá um presente: uma das pulseiras de ouro que encontraram nas masmorras. Uma garantia para seu futuro, diz a clériga, abraçando a garota e pedindo que guardasse longe da vista de curiosos.

Na Guilda de Tradutores e Escribas, são recebidos por Rakloteph da cidade de Shahiri. O escriba veio das terras dos Reinos Orientais, e representa uma sociedade interessada em recuperar objetos históricos e explorar lugares perdidos, sendo uma espécie de arqueólogos interessados em textos antigos. Usando um turbante com uma pedra verde, mantos azuis e negros e uma luva de couro na mão direita, seu rosto limpo de pelos e moreno traz as areia do deserto para as Terras Marginais.

O contrato é feito, ao pagamento de 50 peças de ouro por dia pela proteção de Rakloteph, e seus guarda-costas pessoais: a montanha humana Khazim al-Razhad e a misteriosa encapuzada Shantae.

O sinal nos céus

Ao amanhecer, Muriel observa uma chuva de meteoros cruzar os céus e algo lhe chama a atenção. Um brilho vermelho nos céus, algo que não havia percebido antes. Ela abraça sua familiar Coragem e desce para o desjejum n’A Cevada Bem Dotada.

Sem a companhia dos Filhos de Kelvin, mas contando agora com mais três acompanhantes, a Guilda retoma o caminho em subida às Udrar Kahal.

Ao final da tarde chegam de volta às Cavernas da Escuridão e dirigem-se à caverna onde Vanael havia identificado botas pesadas e pegadas bem organizadas. Quando invadem, percebem que a caverna foi bem modificada e transformada em uma fortaleza por hobgoblins.

Com os disparos das setas atingindo Muriel e Vanael, Latiffa usa o poder de Vahlar para dificultar a mira de seus oponentes, criando uma névoa em volta da Guilda. Muriel usa sua esfera flamejante para tirar os besteiros de sua barricada. Os hobgoblins tocam o alarme e um grande número se dirige para o corredor de entrada, dispostos a eliminar os invasores.

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As Cavernas da Escuridão - Parte 5
Onde muitos ficam feridos

Findas as atividades nas cavernas dos kobolds, a Guilda da Curtição decidiu investigar a segunda caverna dos goblins, da tribo Chifre Flamejante, enquanto os Filhos de Kelvin investigariam as cavernas mais adentro no vale.

Bastian e Yusuke Suzuki debatem sobre a separação dos grupos novamente. Já haviam tido problemas com orcs onde os Filhos de Kelvin agora seguiam e não estavam totalmente recuperados. Deixando a caverna da tribo Chifre Flamejante de lado, resolveram se reunir com o outro grupo.

Uma dura luta e prisioneiros

Porém, ao chegarem nas cavernas dos orcs, encontraram Kracky abatido, puxando o corpo desacordado de Mezlo para fora das cavernas. Certificando que o elfo estava estabilizado, a guilda entrou nos túneis dos orcs, encontrando vários corpos de orcs e os Filhos de Kelvin, Krago e Norrin, caídos. Estabilizados de seus ferimentos, levaram-nos para fora para que Kracky pudesse protegê-los de novos confrontos nas cavernas.

Após enfrentarem alguns orcs e um carcereiro com ferramentas de tortura, conseguiram libertar o único prisioneiro ainda vivo: Rafer Cruaidh. O homem debilitado pelos ferimentos foi curado por Latiffa Laqüiin para que não morresse, mas ainda estava fraco. Os dias de tortura o deixaram muito fraco para lutar, e suas condições de higiene não eram das melhores, mas ele insistia em acompanhar o grupo.

Foi quando encontraram a sala do rei dos orcs. Um orc tão grande quanto um ogro, e com um guarda-costas igualmente grande. O guarda-costas do rei impedia a entrada na sala, atacando ferozmente e pressionando a guilda de volta ao corredor. Com a astúcia de Yusuke e a ajuda da magia de Muriel, conseguiram derrubar o guarda-costas e atrair o rei orc para o confronto.

Quando os porcos explodirem…

O rei orc com sua coroa torcida de latão provou-se um formidável oponente. Seus golpes fizeram com que Q’Dor tivesse que se afastar, enquanto Bastian procurava atrair sua atenção com seus saltos acrobáticos. Seu escudo arranhado e marcado com faixas de sangue parecia mover-se para defendê-lo.

Foi lembrando das palavras de Morodh Sete-Dedos que decidiram arremessar o porco no rei orc. Seria muito improvável que o porco explodisse como dissera o mago louco, já haviam tentado antes sem sucesso. Pelo menos, o porco o distrairia o suficiente para que Yusuke e Vanael o atingissem.

O porco explodiu. Contrariando as leis da natureza, o porco explodiu. Porém, a explosão tomou os corredores. Poucos conseguiram evitar a onda de fogo e calor. Rafer Cruaidh foi uma das vítimas, acabando morto. Levantando-se, um pouco tontos pelo acontecido, mal perceberam que o rei orc ainda permanecia de pé, muito ferido, era verdade, mas ainda de pé. Era hora de levar a luta para fora das cavernas e puseram-se a correr.

A sua espada atravessou Vanael pelo abdômen, quando o elfo tentava escapar. Gorgolejando sangue, seu grito de dor fez com que a fuga fosse esquecida. O rei orc deveria tombar. O grande orc correu para seu trono, de onde sacou uma poção escondida e preparava-se para tomá-la, quando Latiffa invocou os poderes de Vahlar e o fez soltar a poção.

O orc ficou impressionado com o poder da clériga. Foi o suficiente para que Bastian conseguisse cortar sua garganta e o rei orc caiu, com sua coroa amassada. Vanael foi estabilizado e levado para fora, enquanto pegavam tudo o que pudessem da sala do rei dos orcs.

A viagem perigosa

Com a noite caindo em suas costas, seguiam o mais rápido que podiam descendo as Udrar Kahal em direção ao Forte, sem parar. Foi quando Bastian avistou um acampamento na descida das montanhas. Provavelmente bandidos, mas mesmo sendo poucos, ou aparentando serem poucos, não estavam em condições de mais uma luta.

Bastian conseguiu guiá-los furtivamente pela noite. Sem descansar, seguiram até o Forte. Cansados, abatidos e com a certeza de que aquele humano que estava juntando as tribos humanoides nas Cavernas da Escuridão haveria de cair.

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As Cavernas da Escuridão - Parte 4
Onde a palavra de Vahlar é propagada

De volta às Cavernas, os Filhos de Kelvin se separam, indo investigar a caverna onde Vanael identificou as pegadas de kobolds, enquanto a Guilda investigaria vale a dentro.

Pois logo a Guilda se arrependeria dessa tentativa. Encontraram-se com uma patrulha de orcs, portando pesados machados. A luta que se seguiu foi sangrenta ao ponto de Baden Urquell quase ir aos Portões de Omnos, o que faria com que Latiffa Laqüiin caísse também, devido sua ligação mística pelas cinzas do lich Konec Dusi.

Com os orcs derrotados, impedidos de voltarem para procurar reforços por certeiro ataque no último corredor que voltava às cavernas, Latiffa reergueu o guerreiro com a cura de Vahlar. Decididos a avançar somente com os Filhos de Kelvin, foram ao seu encontro nas cavernas dos kobolds.

Por Vahlar

O lar dos kobolds estava totalmente revirado. Várias armadilhas foram disparadas, fazendo com que Bastian e Yusuke Suzuki duvidassem das capacidades ladinas de Krago das Montanhas, o anão ladrão dos Filhos de Kelvin.

Em uma sala trancada, estavam aquartelados um grande número de kobolds, provavelmente presos pelos Filhos de Kelvin. Deixaram o local, seguindo o som de luta. Quando chegaram no local, o rei kobold já estava morto e os Filhos de Kelvin recolhiam seus espólios.

Yusuke, Bastian e Q’Dor decidiram dar uma vasculhada melhor no quarto do rei dos kobolds e acabaram encontrando o tesouro escondido que os Filhos de Kelvin haviam deixado passar.

Enquanto o trio lidava com as trancas e armadilhas das arcas do tesouro escondido, Baden, Latiffa, Muriel e Vanael, junto com Krago, Kracky, Mezlo e Norrin negociavam com os kobolds sobreviventes, isso quando Nilbog Comegatos não atrapalhava com suas atitudes psicopatas.

Baden e Latiffa conseguiram o que parecia se impossível: convenceram os kobolds, liderados por Collie, a deixarem de seguir o deus polvo que o carismático homem que os convenceu a se reunir no vale das Cavernas da Escuridão prometera como verdadeiro deus e a seguirem Vahlar. Eram estes também os kobolds da tribo que Shih Tzuh havia abandonado com sua família, tendo se estabelecido nos corredores da Tumba de Nesta.

Mas uma má interpretação dos preceitos de Vahlar acabou por fazer com que os kobolds resolvessem atacar seus novos amigos. Por pouco conseguem trancar novamente a porta, não sem antes acabarem por ferir alguns dos kobolds.

Decididos a abandonar o lugar e ficar o mais longe possível daqueles loucos seres que mais pareciam uma mescla de lagartos e cachorros, a Guilda da Curtição e os Filhos de Kelvin abandonam a caverna. Porém, Mezlo e Vanael decidem retornar e vasculhar a parte das cavernas que ainda não tinham sido exploradas, tudo por causa de uma única bota élfica que encontraram no tesouro dos kobolds. Se havia uma peça ali, deveria haver a outra, e provavelmente o corpo de um elfo.

Porém, foram surpreendidos por zumbis humanos trancados pelos kobolds em uma sala e encurralados entre os mortos-vivos e um fosso com estacas. Mezlo usou sua magia de levitação para agarrar Vanael e levá-lo sobre o fosso, enquanto o elfo arqueiro terminava com a não-vida dos mortos-vivos.

Retornando de mãos abanando, sem nada de valor encontrado, foram caçoados por ambos os grupos.

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As Cavernas da Escuridão - Parte 3
Onde uma aliança inesperada é formada

Após o ataque da mantícora, a Guilda decidiu retornar ao Forte para levar o couro da mantícora para que Grigor Forja Rubra possa trabalhar nele, já que Muriel identifica que o couro perderá suas propriedades em dois dias se não for tratado.

Reencontros e alianças

Ao Forte regressados, a Guilda adentra os portões. Visitam a menina Mariana, feliz por vê-los vivos, e que demonstra rápido crescimento nas artes ladinas que vem treinando quando não está trabalhando na loja de Parcost.

Ao levarem o couro da mantícora para o anão Grigor, o ferreiro do Forte fica impressionado em poder trabalhar com o material, aplicando as técnicas de sua terra, Kurfalduhr, em uma armadura de couro para Yusuke Suzuki. Deu-lhes o prazo de 1 semana para a confecção.

Eis que na taverna A Cevada Bem Dotada, quando estavam indo por-se em descanso, encontram seus afamados desafetos: os Filhos de Kelvin. É claro que a outra guilda estava descontente pelos imprompérios divulgados pelos bardos mediante pagamento de Baden. Mas todos sabiam que resolver sua contenda ali não seria útil. Os Filhos de Kelvin não estavam em boa situação depois do fiasco com o dragão em Lindley, e com o Barão Felks Teocrates morto, não tinham mais empregador, já que a Guilda da Curtição havia sido contratada pelo Conde Kahrn para resolver os problemas do Forte.

A solução foi unirem forças. A Guilda precisaria de todas as mãos possíveis para descobrir o que ocorria nas Cavernas da Escuridão e estava unindo as tribos humanoides. Para o condestável Conaldhan não importava quem eles empregassem nessa missão, mas que a resolvessem o mais rápido possível.

Trégua feita, uma rodada de cerveja. No dia seguinte, partiriam de volta às Cavernas da Escuridão.

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As Cavernas da Escuridão - Parte 2
Onde goblins esfaqueiam goblins

A promessa da Guilda

Entendendo o caso dos goblins, Latiffa Laqüiin promete ao gordo rei Tarra do trono enferrujado da tribo Talho Azul que irão resolver o problema do conselheiro Birra. Latiffa acredita que encontrando o carismático homem que está reunindo os humanóides nas Cavernas da Escuridão descobrirão o mal que acometeu o conselheiro goblin.

Birra então fornece dois de seus guarda-costas para acompanhá-los: Dente-de-Sangue e Tim.

A traição do goblin

Porém, Nilbog Comegatos estava ansioso por acabar com aqueles malditos goblins hereges que nasceram com a cor errada. Murmurava para Baden Urquell que os mataria assim que possível, pois não era possível confiar em goblins daquela cor esverdeada.

Nilbog parecia não enxergar a própria cor, esverdeada, achando que era um goblin de pele amarronzada. Seu preconceito genocida sendo proferido a alto som os colocaria em problemas. Bastian faz sinal para que Nilbog se cale, mas o goblin interpreta de maneira errada o sinal e degola Tim, achando que aquela era a hora. Baden não perde tempo, e antes que o outro goblin possa correr e alertar o rei Tarra da traição, desce com sua espada sobre o pobre Dente-de-Sangue.

Muriel e Latiffa precisam ser seguradas para não acabar com Nilbog, sendo a intervenção de Baden a única coisa que as impede de fazerem o goblin se juntar aos seus semelhantes na morte. Bastian o ordena a cavar os túmulos para os esconderem, antes de prosseguirem na exploração da área.

A sombra e a mantícora

Mais adiante, seguindo vale a dentro, percebem uma sinistra presença que os impele a sair do vale das Cavernas da Escuridão. Uma sombra se materializa, atacando Q’Dor e Vanael, que têm sua força drenada pelo sombrio ser. Após o morto-vivo ser devolvido ao descanso eterno, decidem levantar acampamento para se recuperarem dos combates.

Eis que na calada da noite, quase ao amanhecer do dia, uma gargalhada sinistra os acorda, junto com uma saraivada de dardos. Levantando de suas esteiras, a Guilda se vê atacada por uma mantícora que canta sua morte. A pesada criatura se joga em cima da barraca, forçando-os a tentar cercá-la.

Com muito esforço e dispendiosos recursos investidos na destruição da criatura, incluindo a perda da barraca com a esfera flamejante de Muriel, recolhem o couro da criatura para levar de volta ao Forte. Provavelmente Grigor Forja Rubra saberia fazer algo de valor daquilo.

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As Cavernas da Escuridão - Parte 1
Onde as cavernas escuras são desbravadas

E após o acampamento, Latiffa Laqüiin passou a noite sob os cuidados de Muriel. Quando acordaram e preparavam o desjejum, a Guilda da Curtição teve uma visita inesperada: vindo da trilha das montanhas Udrar Kahal, um urso-coruja os espreitava curioso. Latiffa conseguiu se aproximar da criatura, conseguindo afagar seu bico e extrair um pio-gemido de paz. A criatura olhou bruscamente para trás, como se enxergasse algo que ninguém mais poderia ver, e seguiu em seus passos ursinos montanha a dentro. Nilbog Comegatos ficou chateado de perder um grande almoço como aquele.

O Vale das Cavernas

Vanael puxou a Guilda seguindo as pegadas do urso-coruja pela vegetação a dentro nas montanhas. Chegaram então a um vale, dividido em 3 camadas pelas elevações montanha a dentro, onde uma fina neblina se mantinha. O som do vento ecoava naquele vale. Era possível determinar um número de cavernas adentrando as rochas, primariamente indo pelas laterais do vale. Seriam estas as Cavernas da Escuridão que o comendador Conaldhan havia falado de onde estariam saindo os goblinóides?

Para Vanael, que havia detectado a trilha de várias pegadas, a resposta era óbvia. Este deveria ser o local onde os goblinóides estavam se reunindo. Kobolds, goblins e marcas maiores de botas estavam ali, pisando na relva do vale. Provavelmente orcs e hobgoblins. A trilha do urso-coruja terminava em uma região de mata mais densa, próxima a entrada de uma das cavernas.

O lar dos goblins

A entrada dessa caverna estava marcada com sinais em uma tinta azul. Nilbog identificou como marcas de goblins, mas não dos goblins de sua tribo. Ao que tudo indicava, diversas tribos goblins, orcs e de outras criaturas fazem das Udrar Kahal sua morada. Há quem acredite que essas criaturas brotem da terra, saindo pelas cavernas que pontilham essas montanhas. Não seria diferente com as Cavernas da Escuridão.

Nilbog identificou no túnel de entrada uma posição de vigia. Provavelmente já haviam sido reconhecidos e uma armadilha os esperaria, e o teto baixo e os corredores estreitos só atrapalhariam mais sua busca por respostas. Logo encontraram os sentinelas, goblins esverdeados, com tatuagens índigo em seus corpos, primariamente no rosto, portanto pequenas espadas, vieram correndo pelo corredor à frente e pela passagem atrás, provavelmente tendo seguido pelo túnel do vigia. Não que a luta tenha sido difícil, eram goblins, mas isso não trouxe nenhum sabor de vitória.

Yusuke Suzuki resolveu seguir por outro caminho, discordando de seus amigos que queriam investigar uma escada para um nível inferior que encontraram. Seguiu então para uma sala onde apanhou certos cogumelos, tendo-os identificados como causadores de terríveis diarréias. Enquanto isso, Q’Dor escapava de uma armadilha no topo da escada, mas Vanael era arremessado contra a parede de pedra que findava os degraus.

Bastian subiu pelo túnel do vigia e acabou se encontrando na mesma sala onde Yusuke observava os cogumelos. Foi quando os outros goblins vieram pelo corredor, tentando pressionar os invasores para a saída. A maça de Latiffa e o escudo de Q’Dor, assim como as armas dos outros fizeram pouco caso dessa investida. Poderiam estes ser os mesmos goblins que estavam causando problemas, descendo até as terras de Belars, ou era a Guilda da Curtição que mostrava sua experiência em desbravar masmorras perdidas e enfrentar o desconhecido?

Em uma das salas, encontraram um grupo de goblins fêmeas e suas crias. Nilbog, em particular, estava interessado na chacina deles, gritando para Baden Urquell que tomasse as goblins para eles e que matassem as crianças. Muriel e Latiffa o repreenderam, e mesmo Bastian, que o caminho da vingança e a dor da perda dos companheiros pelas guerras e contra o Bando da Adaga tragavam para a violência, sentiram-se incomodados com tamanha crueldade. Quando inquiridos sobre sua devoção aos Deuses Antigos, perguntados se haveria naquelas cavernas uma estátua dedicada a deuses com cabeça de polvo, uma das crianças adiantou-se e revelou ter visto uma assim na caverna mais adentro do vale.

Deixados os goblins ali, expulsos por canecas, panelas e vasilhas de barro arremessadas pelas criaturinhas insultadas, trancaram a porta com uma das cadeiras e puseram-se a investigar o resto do lar dos goblins.

A desconfiança cresce

Quando chegaram na sala onde os guardas que os atacaram nos corredores se reuniam, tiveram um tempo para recuperar o fôlego. Ali foi que tiveram uma discussão. Baden e Bastian crêem que Conde Kahrn é o manipulador daquela situação de guerra por que os Reinos Ocidentais passam. Sua incursão em Belars, da qual a Guilda da Curtição tomou parte na Guerra de Unificação Volstagradiana, o clima de guerra civil e miséria por que os habitantes de Belars Livre passam contra o domínio de Volstagrad ao sul, principalmente o abandono que viram na vila de Pippens, onde resgataram as donzelas raptadas por Malvirdan.

Seria mesmo o Rei Isaris Kestantides o perpretador de todo mal que acontece na região? Para o guerreiro e o halfling, o conde não era tão neutro assim no que acontecia. Já estavam desconfiados de quando ele pediu para recuperar o elmo de Gardaag, um antigo rei bárbaro cujo povo habitava as Terras Marginais e lutava contra os povos dos Reinos Ocidentais.

Nem todos compartilham do pensamento deles, mas sua semente estava plantada. Para o bem ou para o mal, a Guilda da Curtição começava a duvidar de sua missão e as diferenças de opinião poderiam ser o início de sua queda.

Tomaram o fôlego e seguiram adiante.

O conselheiro moribundo e o trono de ferrugem

Chegaram então a uma sala trancada, por onde puderam sentir cheiro de incenso. Yusuke destravou a fechadura e Q’Dor a abriu com a violência de um pontapé para encontrarem o trono do rei dos goblins. A sala estava repleta de símbolos rúnicos pintados com a mesma tinta índigo que marcava as tatuagens desses goblins. Quatro vigias estavam ali, armados com o melhor que goblins poderiam ter. Seu rei sentava-se num trono improvisado feito de sucatas, pedaços de armas e armaduras, um trono de ferrugem. Seu papo proeminente dava-lhe dois queixos e seu tamanho atarracado, apenas levemente maior que um goblin normal, talvez por sua gordura, era tudo que o destacava dos outros. Ao lado do trono, uma cama de palha, com incensos, frutas e carnes, oferendas circulando o corpo de um velho goblin que parecia respirar com dificuldade.

Muriel pôs os goblins a terem tremores e não conseguirem olhar seu rosto, invocando forças arcanas que fizeram as tochas da sala bruxulearem e diminuírem o brilho. Sua voz, quase 3 vozes diferentes sobrepostas, ordenaram que largassem suas armas e se pusessem à sua mercê. Os goblins, trêmulos, fizeram uma defesa em volta do velho. O rei Tarra tentou em vão mostrar porque era rei, a magia da maga o fazia falhar em suas palavras.

Tarra disse que haviam sido convocados ali por um homem de poderoso carisma, dizendo que teriam seu lugar ao seu lado se conquistassem as Terras Marginais e além. Quando saíram de seus lares originais para se juntar ao exército do homem nas Cavernas da Escuridão, seu conselheiro, Birra, havia caído doente. Sem os conselhos do velho, não saberiam o que fazer e seguiam o que o carismático homem ordenava. Outras tribos e toda sorte de criaturas seguia seus passos, disse o rei de queixo duplo. Nada haveria de parar sua sede de conquista.

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Retorno ao Forte
Onde o passado ataca Baden

A derrota de Caellor, a Deusa da Escuridão foi motivo de comemoração quando a Guilda da Curtição voltou de Mae Dringlor. A Guilda estava para partir de Refúgio do Corvo e todos queriam uma despedida daqueles bravos heróis. Foi uma noite regada a muita música, dança, bebidas e paqueras, embora Baden Urquell não tenha conseguido aproveitar dada sua condição de amaldiçoado.

A Antiga Tradição

Bastian recebe uma visita de Phus Bearern em sua forma de corvo em seus sonhos. Arrastado para uma viagem pelo corvo gigante, o halfling se vê em contato com uma antiga tradição dos povos que habitavam a região de Belars antes da miscigenação com os povos ocidentais de Volstagrad e Asgariard. Uma tradição que usava a música para influenciar as pessoas e suas histórias.

Com o conhecimento em sua cabeça, ficou também a missão de resgatar o conhecimento perdido do Colégio Bárdico do Rio das Estrelas. Bastian acordaria aquele dia com a certeza de que fora a balada que escrevera para Delyth, na noite anterior, a razão de sua nova vocação.

A busca pela pena flamejante

Muriel é visitada por Lady Ofélia novamente em seus sonhos. Sua mestra estava usando a Máscara de Cuthach, o que assustou a jovem maga, temerosa de que a poderosa Ofélia teria sido possuída pelo espírito do necromante. Porém, não passava de um chiste.

A aprendiz recebeu de sua mestra a missão de ir ao vilarejo élfico de Aidalin na região de Belars, onde procuraria por uma passagem para A Morada nos Céus, onde recuperaria a Pena Flamejante. Segundo Ofélia, a Pena Flamejante é um item poderoso, capaz de trazer uma pessoa de volta à vida, sendo útil na vindoura guerra que ela via em seus augúrios.

Desejo de vingança negado

Quando estavam para deixar Refúgio do Corvo, Philion Aresius pede a Q’Dor para voltar com a Guilda da Curtição e poder vingar seu clã, obliterado pelos Teócrates. Q’Dor nega ao jovem guerreiro o caminho da vingança e Philion, relutante, segue para o leste com Halberk continuando sua tarefa de proteger a caravana de mercadores.

O retorno ao Forte

Eis que quando retornam ao Forte, encontram-se com Parcost e a jovem Mariana. A garota sentia saudades da Guilda e traz um momento de alegria a seus corações com sua jovialidade. Porém, a forma como Mariana se referiu a sua mãe deixou Latiffa Laqüiin um pouco preocupada, parecia haver algo de estranho, como se Mariana não fosse filha de Natália. De seus amigos Kar’in e Ahlfh, nada encontraram.

Recuperaram as armas de Dracotemor que estavam danificadas com Grigor Forja Rubra e prometeram-lhe trazer qualquer informação que Dracotemor tivesse sobre sua habilidade de forja, um conhecimento que Grigor reconhecia ser derivado da antiga Kurfalduhr.

Um corvo de Belars trouxe-lhes uma mensagem de Conde Kahrn. Uma nova missão, adicional à de ajudar o Forte contra as forças que se reúnem nas Cavernas da Escuridão: encontrar a tumba de Gardaag, um antigo rei bárbaro das Terras Marginais e recuperar seu elmo.

Quando iam partir para as Cavernas da Escuridão para finalmente investigar o que está fazendo os goblinóides se reunirem e os mortos vivos aparecerem na região, encontraram Morodh Sete-Dedos, que lhes confiou um porco rosado. Segundo o estranho mago, o porco teria o poder de derrotar legiões. Um pouco receosos e desconfiados do mago, Baden assumiu a tarefa de cuidar do porco, seguido por um Nilbog com olhos famintos.

O Cavaleiro e os Orcs

Quando pernoitaram n’A Cevada Bem Dotada, da primeira vez que chegaram no Forte, ouviram histórias sobre um cavaleiro de armadura completa que atacava os orcs nas Udrar Kahal, na direção das Cavernas da Escuridão. E eis que toparam com tal cavaleiro executando sua missão, ou deveríamos dizer que era mais que um cavaleiro de armadura, era um colosso cujos poderosos golpes esmagavam os crânios dos orcs.

Quando os avistou, partiu em pesados passos em sua direção. Com Bastian e Yusuke Suzuki escondidos nas sombras do entardecer, prepararam-se para dialogar com tal cavaleiro de altura monstruosa, quase 3 metros. Pensaram se tratar de um gigante e mesmo do soldado da Profecia do Oráculo de Talena. Suas dúvidas foram quebradas quando sua voz metálica clamava por Urquell.

Em uma luta dura, onde Latiffa quase é posta ao sono eterno, com Muriel e Q’Dor abalado pelos gases expelidos pelo cavaleiro, com dificuldade derrotaram-no. Caiu-se em pedaços desmontados da armadura que abrigavam nada. Um golem. E nas suas costas, o emblema dos Urquell.

Abatidos, ergueram acampamento, enquanto a noite caía nas Terras Marginais.

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O Templo Oculto de Caellor - Parte 2
Onde uma deusa aprisionada é liberta e derrotada

Já era dia quando o grupo chegou a Refúgio do Corvo, a cidadela protegida pela Senhora Válaris. Halberk usa seus contatos na cidadela para entrarem sem muito alarde e o elfo Kalarin é levado para uma estalagem, onde Latiffa Laqüiin passa a cuidar de seus ferimentos.

Bastian e Vanael vão conversar com os guardas da cidadela para saberem o que se passa na região, haja visto os orcs mencionados pelos batedores de Halberk. No almoço, a voz da jovem barda que cantava chama a atenção de todos, em especial de um presepeiro guerreiro. Muriel e Q’Dor conversam com os sobreviventes do Bando de Stella, Tulius e Philion Aresius, descobrindo que talvez Philion seja o último sobrevivente do clã que Q’Dor servia. Porém, é logo depois do almoço que a Senhora Válaris vai recebê-los em sua casa, com Kalarin já em melhor disposição. Bastian fica estarrecido com a semelhança da Senhora do Refúgio com a finada Delyth, embora Válaris negue conhecê-la ou qualquer parentesco.

Seu relato sobre o ataque dos orcs a Mae Dringlor coloca a todos sob grande apreensão. Foram com o objetivo de raptar a princesa élfica lá refugiada, comandados por um sacerdote que mencionava drenar o poder mágico da princesa em dois dias, durante o Eclipse de Gamadis. Muriel reconhece a oportunidade de usar o eclipse da lua oculta para o ritual.

Válaris menciona terem visto um grande grupo de orcs próximo às ruínas do Templo Oculto, mas que precisaria reunir um exército entre as vilas da região para poderem atacar. Halberk lembra-se de uma passagem por uma antiga e abandonada mina anã que teria uma passagem para perto das ruínas do Templo. Vanael toma pela Guilda a decisão de irem pela passagem secreta, enquanto o exército comandado por Válaris tomaria de assalto a frente, causando a distração para eles invadirem.

Porém, eles precisariam descansar e partir ao amanhecer. Válaris segue pela noite para reunir o exército das vilas. Baden Urquell vai ao encontro da jovem barda que cantava na estalagem onde almoçaram, tendo sido provocado por ela a encontrá-la à noite. Tendo esperado até altas horas, resolve voltar para encontrar a moça na estalagem, dando-lhe uma lição de moral por perseguir jovens. O guerreiro a ataca com um tapa e só não acaba em coisa pior por Latiffa, Muriel e Vanael acordarem com a confusão. Muriel vê por sob o encanto e percebe que a jovem barda era na verdade uma bruxa, que coloca uma maldição em Baden: enquanto seu mal não fosse corrigido, nunca mais seu pênis iria erguer-se para uma donzela. A bruxa some, o guerreiro é abordado pelas garotas e todos tentam dormir depois da confusão.

Pela madrugada seguem a direção do mapa do anão até chegarem a um vale na floresta. A névoa se levanta com ordens para irem embora e Muriel ergue sua voz contra os guardiões do vale. A névoa se abre e protegendo a entrada da mina está um enorme salgueiro. Ali estava o verdadeiro guardião da entrada da mina, o salgueiro tenta agarrar e sufocar aqueles que ali passam. Latiffa dá uma amostra de seu poder druídico ao fazer o salgueiro soltar aqueles que não conseguiram escapar de seu agarrão.

Dentro da mina, passam a seguir o mapa de Halberk, evitando desviarem do caminho para não perderem tempo. Em algumas horas chegam a um grande salão, com colunas que sustentam o teto e teias de aranha. São atacados por aranhas negras gigantes que se mostram mais perigosas que as aranhas ônix da mata perto do Forte. Após uma árdua luta contra as aranhas, o teto, abalado pelas vibrações do combate, põe-se abaixo, selando a passagem de volta. Com apenas o caminho em frente, seguem pelos túneis.

Vanael encontra uma passagem não mapeada, oculta por um mecanismo secreto. Dentro da passagem encontram uma fonte de água fresca que cura seus ferimentos da batalha contra as aranhas e uma estátua com uma figura angelical, sem rosto, que os faz adormecer, mesmo o elfo Vanael, imune a esse tipo de feitiço. Sonham com o sacrifício da princesa e o retorno de um antigo mal e despertam, curados e descansados, em uma sala sem a fonte, sem a estátua e empoeirada e abandonada.

Quando deixam a sala, percebem o som de uma cachoeira e a convidativa luz do dia. O dia do Eclipse de Gamadis. Correm para fora dos túneis anões, pela cachoeira e vislumbram as ruínas do Templo Oculto. Ao longe, Vanael consegue discernir os exércitos orcs e dos povos das vilas digladiando. Do templo, um cântico obscuro. Correm.

Nua e acorrentada sobre um altar está a princesa élfica. Vanael deixa sua flecha voar e o sacerdote se revela um sibilante, sacando escudo e cimitarra. Nas paredes do templo, gravuras como as que viram na Torre Invertida, sobre homens-serpente subjugando outras raças. A luta contra a magia profana do sacerdote é tensa e pesada. Invocando o poder de sua deusa caída, consegue instigar o medo no coração dos bravos e paralisar os músculos dos ágeis. Yusuke havia tentado aproximar-se desapercebido, mas quando consegue libertar a princesa, tem seus tendões dilacerados pela cimitarra do sacerdote. Em um último chiste, engana o sacerdote fingindo que ia matar a princesa e consegue perfurar seu coração. O sangue do sacerdote jorra sobre o altar, a princesa e o ladrão.

Vanael vai carregando a princesa quando uma sombra cai sobre o Templo Oculto. Sua pele abre-se como uma casca e de lá sai uma criatura abominável, muitas vezes maior que a frágil princesa, Caellor, a Deusa da Escuridão, banida há muito tempo. Ela grita de dor por ter sido invocada incompleta, através do sacrifício de seu sacerdote e não da elfa.

Nem as vinhas de Latiffa, invocadas com o poder Valar, conseguem segurar aquela criatura demoníaca. Sua couraça resiste aos golpes valorosos e pouco efeito têm as chamas invocadas por Muriel. Com corpos feridos e espírito abalado, a Guilda da Curtição tentava ao máximo devolver a criatura abissal para seu descanso. Eis que ouvem um som de pedra se partindo. Yusuke aproveitou a confusão do combate para escalar uma das gárgulas de pedra presas a correntes e usou de toda sua força para desprendê-la da parede, indo como um aríete em direção a Caellor.

Empalada pela gárgula, gorgolejando sangue e experimentando a mortalidade, Caellor cai sem vida ao receber a derradeira estocada da montante de Baden. De dentro da carcaça da Deusa da Escuridão, o corpo da princesa sai encharcado de sangue e gosma. A carcaça se desfaz em cinzas e os sons de batalha se transformam em gritos de comemoração. Os orcs, sem o poder de Caellor, são derrotados. A princesa segura é levada para Refúgio do Corvo e uma festa é dada. No dia seguinte, escoltam a princesa a Mae Dringlor.

Mas é óbvio o que viria a seguir. Yusuke, na festa, tenta se dar bem com a princesa mas é rechaçado ao tentar improvisar um élfico e acabar ofendendo a soberana de Vanael. Isso lhe causa problemas em Mae Dringlor. Quando devolvida ao seu refúgio, a princesa bloqueia a entrada do ladrão fanfarrão, que acaba precisando da lábia de Bastian para chegar ao Templo de Talena, onde a Guilda descobre que a própria princesa era o Oráculo de Talena.

Finalmente receberiam o oráculo que lhes havia sido prometido por Phus Bearern e Emera Gryne. A princesa, tomada por Talena, entoa a profecia da qual eles se descobrem fazer parte. Cansada e sangrando muito pela possessão, dá-lhes presentes pelo resgate e pede que partam, já que precisa descansar.

A Guilda da Curtição retorna a Refúgio do Corvo para decidirem então o que fazer de posse dessa informação. Já haviam derrotado Malvirdan e Caellor, mas poderiam lidar com o que viria a seguir?

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O Templo Oculto de Caellor - Parte 1
Onde emboscadas acontecem

Ahlfh e Kar’in decidem ficar no Forte para investigar o ataque do Bando da Adaga e manter um olho em Mariana. Com isso, a Guilda da Curtição segue pela estrada em direção a leste, decidindo por realizar a demanda de Vanael com Kalarin.

Porém, ao se aproximarem da mata próxima ao Forte, percebem que há traços de alguma coisa arrastada. Muriel opta pela investigação do que aconteceu e encontram uma carruagem virada. Tomando como a carruagem do contato de Parcost que estava atrasada, embrenham-se na mata até se descobrirem no meio do ninho de aranhas ônix.

A luta com as aranhas acaba colocando fogo na mata. Quando partem para abrir os casulos, descobrem o mercador em um deles ainda vivo. O fogo se aproxima quando de repente cai uma chuva sobre a mata, contendo o fogo. Das copas das árvores desce um corvo clamando por Latiffa Laqüiin. O corvo assume a forma de Phus Bearern, que prega-lhes um sermão sobre quase terem ateado fogo à mata e avisa sobre o poder latente de Latiffa estar perto de se revelar. Transformando-se em águia, carrega o mercador em direção ao forte, enquanto a Guilda parte novamente em direção ao leste pela estrada.

Ao chegarem à ponte, são parados por dois homens que exigem um pedágio. Q’Dor identifica um ogro abaixo da ponte, que prontamente se levanta, aumentando a ameaça dos bandidos. Bastian paga-lhes o tributo, mas Yusuke Suzuki passa a conversa no ogro, fazendo-o se revoltar contra seus comparsas. O ogro, desolado após a morte de seus antigos amigos, parte em raiva cega em direção ao Forte, enquanto a Guilda da Curtição toma ruma depressa em direção a Mae Dringlor.

Mas eis que ao cair da noite, ao adentrarem a floresta atravessada pela estrada, encontram um grupo de viajantes acampando. É uma caravana de comerciantes indo para Shahiri, protegida pelo anão Halberk e o Bando de Stella, uma companhia mercenária de Volstagrad que odeia o Bando da Adaga e havia lutado na Guerra de Unificação Volstagradiana. O anão está apreensivo, com seus batedores tendo avistado um grande grupo de orcs marchando em direção ao sul, vindos das Udrar Kahal.

A conversa é interrompida quando uma flecha de penas negras atravessa a cabeça de um dos mercenários do Bando de Stella. Logo se vêem cercado por orcs. um grupo de 30. Em uma longa e penosa batalha, Muriel quase cai empalada por uma lança, com Q’Dor vindo em sua proteção. Nilbog Comegatos mostrou seu valor ao atacar os orcs pelas costas e usar sua dentição contra as costelas desprotegidas. A ação conjunta de Bastian e Yusuke, que fugiram da confusão escondendo-se nas sombras, consegue salvar Muriel do pior.

Mas quando pareciam estar rechaçando os atacantes, suas vozes entram em um uníssono em marcha, clamando pelo nome de Ogrush. Uma pedra voa da mata, acertando Vanael que cai derrubando Muriel. Surge então o detentor do nome, um ogro pintado para guerra, portando uma imensa clava.

A espada de Q’Dor fica presa na clava do ogro que o arremessa com um golpe. Vanael tenta à distância cravá-lo de flechas, mas elas pouco efeito surtem. Baden corre para golpear o ogro e termina com a ameaça cortando os joelhos dele usando a espada encantada que Q’Dor encontrou na árvore morta dos kobolds.

Com os orcs mortos, a contagem de corpos começa e o acampamento é levantado. Com apenas dois sobreviventes do Bando de Stella, decidem por parar em Refúgio do Corvo, uma vila a poucas horas dali. Já seria dia quando chegassem lá, mas no caminho haveriam de ter outra surpresa: encontraram caído e ferido à uma árvore o elfo Kalarin.

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Mistério nas Terras Marginais
Onde novos perigos são apresentados

Com a morte do último assassino e a estabilização dos ferimentos da elfa Kar’in, a guarda do Forte aparece para saber o que acontecera. A Guilda, sob protestos, é levada à área interna do Forte, onde são perscrutados magicamente pelos sonolentos clérigo Dean Conlanin de Urdra e o mago Morodh Sete-Dedos, o que os deixa desconfortáveis.

Convidados a uma reunião emergencial com o condestável Conaldhan, perguntam sobre como os assassinos do Bando da Adaga conseguiram chegar até eles dentro do Forte. Os guardas do portão que os receberam disseram que o capitão havia voltado logo depois de ter partido, acompanhado de uma caravana.

Indo ao quarto do capitão dentro da mansão do Forte, Vanael encontra um compartimento secreto com seu diário escondido e um mapa de Lindley, com uma rosa sobreposta a um círculo marcando uma das casas. Muriel e Bastian reconhecem terem visto o símbolo em outro lugar, embora não se recordem de seu significado.

Outros guardas chegam logo depois, tendo encontrado o corpo do capitão da guarda do Forte desprovido de roupas e escondido entre arbustos, com uma marca de zarabatana no pescoço.

As Cavernas da Escuridão

Levados a uma sala sem janelas, o comendador os põe a par dos fatos que estão acontecendo na região das Terras Marginais. Dadas as guerras de Volstagrad com Belars e Asgariard, os pedidos de ajuda anteriores foram ignorados. O Forte não tem o contingente necessário para lidar com o crescente número de goblinóides nas Udrar Kahal nem com os bandidos de estrada que ameaçam o comércio com os Reinos Orientais. Somente quando Conde Kahrn foi tomar o controle de Belars que os pedidos foram levados a sério. O comendador parece conhecer Kahrn de longa data.

Os goblinóides, que já haviam atacado Belars (ver os eventos em Um problema bem peludo! e O início de tudo), estão sendo reunidos em uma área conhecida como Cavernas da Escuridão. A Guilda da Curtição liga os eventos em Lindley e da Tumba de Nesta (ver A Tumba de Nesta – Parte 1 e O sumiço das crianças de Lindley – Parte 1) com a movimentação dos goblinóides e aceita a missão de limpar as Cavernas da Escuridão e descobrir o que está organizando os monstros.

Um problema mais imediato

Porém, a Guilda precisa se reequipar. Na Forja Rubra, Ahlfh abre o caminho para as negociações com o seu dono, o anão Grigor Forja Rubra. Grigor reconhece o trabalho de Dracotemor nas armas da Guilda da Curtição e fica triste ao saber de seu destino na Batalha do Carvalho (ver: A queda do barão). Q’Dor e Latiffa Laqüiin adquirem novas armaduras, enquanto a espada de Baden Urquell e o arco de Vanael ficam para conserto.

Quando começam a discutir o destino de Mariana, se ela deve ir com a Guilda nas viagens ou ser entregue para adoção, a Guilda fica dividida e a discussão assusta a garota, que corre. Sua fuga é interrompida por um halfling, o comerciante Parcost, dono da Provisões do Sr. Parcost. Em uma discussão sobre responsabilidades com a Guilda da Curtição, o comerciante admite estar estressado com a demora de um de seus contatos comerciais, três dias atrasado. Ele teme que tenha sido atacado por bandoleiros, mas acha que pode ter pego um caminho fora da estrada principal para evitar os assaltos.

Deixando Mariana com o halfling até que resolvam a questão da ida a Mae Dringlor e a situação nas Cavernas da Escuridão, Latiffa percebe um corvo passando ao alto do Forte e chamando sua atenção pelo que entende ao colocar o anel de ouvir pensamentos animais. Deixam o Forte, pensando em qual direção devem tomar a seguir.

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