Old Dragon - Galerinha

As Cavernas da Escuridão - Parte 7

Onde a escuridão das cavernas é destruída

A névoa de Latiffa Laqüiin dificultava a mira dos hobgoblins que atiravam contra a guilda. Baden Urquell e Q’Dor colocaram-se à frente pra confrontar os hobgoblins no corredor, fazendo cortes profundos em seus corpos e empurrando a turba com o pesado escudo de corpo. Mais atrás, Muriel guiava sua esfera flamejante fazendo vítimas, reduzindo a força de ataque dos hobgoblins.

Quando parecia que os hobgoblins não iam mais aguentar, gritos de fora chamaram a atenção. Os hobgoblins saíram por uma passagem secreta nas Cavernas e atacavam Rakloteph e seus guardiões. Empurrando pela passagem um ogro com grilhões em suas pernas e punhos, visivelmente prisioneiro, outros hobgoblins se juntaram ao bando.

Khazim, o homem alto que acompanhava Rakloteph da Guilda dos Escribas, e a menina quieta fizeram vítimas entre os hobgoblins. A Guilda deixou os túneis para salvarem seu contratante e só restava o ogro. Yusuke Suzuki, percebendo que o ogro lutava sem vontade a mando dos hobgoblins, conversou com o monstro. Druk era seu nome, capturado pelos hobgoblins quando havia se separado de seu irmão que cobrava pedágio na ponte no caminho do Forte. Era prisioneiro com outro humano e um elfo.

Um acordo foi feito, Druk os ajudaria a derrotar o hobgoblin carcereiro e estaria livre. Porém, após Druk entrar na sala do carcereiro e reduzí-lo a uma pilha de ossos e sangue, o ogro recusou qualquer oportunidade com a guilda, dizendo-se cansado e que iria encontrar seu irmão. Pobre Druk, não imaginava que seu irmão havia sido morto pelos guardas do Forte.

O prisioneiro humano estava morto quando chegaram. Latiffa percebeu uma tatuagem no ombro do homem, uma roda de carruagem. Bastian e Q’Dor tinham uma vaga lembrança daquele símbolo, mas não conseguiram se lembrar o que significava no momento.

O elfo apresentou-se como Margolin, embaixador da comuna élfica de Aidalin, que após a queda de Draenor, viajou em direção a Mae Dringlor para saber das notícias da princesa. Porém, sua captura pelos hobgoblins das Cavernas da Escuridão atrapalharam sua missão. Vanael prometeu-lhe o retorno a Aidalin, já que a Guilda passaria lá pela missão de Muriel.

Decidiram evitar conflitos maiores nos túneis militares dos hobgoblins, seguindo para a última parte do vale das cavernas, onde os goblins e kobolds disseram estar o homem carismático que juntou as tribos humanoides. Com um pequeno porém…

No meio do vale havia um troll

Uma caverna estava ao lado da escada natural que levava à parte mais alta do vale das cavernas. Sua entrada era branca e sua candidez dava-se pelos ossos fragmentados das vítimas da criatura que ali morava. Com um grupo já abalado pelos combates recentes contra os hobgoblins, precisando guardar energia para confrontrar o homem carismático, decidiram evitá-la. Mas não seriam a Guilda da Curtição se alguém não pisasse acidentalmente em um osso e o som atraísse o grunhido da caverna. E o dono do grunhido era um troll.

Vendo que a fuga era impossível, decidiram enfrentar a besta. Com disparos de flechas para manter a distância, Vanael e Baden soltavam a corda de seus arcos. Q’Dor tentava se interpor entre o troll e o resto da guilda, praticamente encurralados em um túnel formado pela escada. Baden saltou sobre a criatura com sua espada para atrair sua atenção, enquanto Vanael embebia panos em bebida para atear fogo em suas flechas.

Com o troll carbonizado, a Guilda resolveu pilhar sua caverna e quase passaram dessa para a melhor. Corpos de orcs estavam com úlceras e pústulas na pele que indicavam alguma doença. Perceberam então bolsões de esporos no ar e alguns mortos-vivos presos por marcas arcanas nas paredes. Tomaram a sábia decisão de sair dali. Vanael encontrou um anel nos restos do dedo do troll e decidiu tomá-lo para si.

O Templo do Caos Profano

A entrada da caverna já trazia um peso sobre os ombos daqueles que ousavam olhar sua escuridão. Uma onda de desconforto e apreensão se abateu sobre a Guilda. Um portão de ferro travava a entrada e sua abertura por Yusuke gelou a alma de todos. Seu rangido era como o lamúrio de almas penadas. Todos os que estivessem dentro daquele lugar profano saberiam que alguém havia adentrado aquela casa do mal.

A primeira coisa que viram foi uma estátua de uma criatura humanoide com cabeça de serpente que os lembrou as criaturas que viram nos murais da Torre Invertida. Segurava uma placa onde se lia:

Aproximem-se e abram os olhos, pois a Verdade lhes será revelada. Nossas carcaças se erguerão pelas graças do senhor do Abismo.

Mais adentro, viram-se em uma situação calamitosa: muitos mortos-vivos, zumbis, esqueletos e carniçais, se interpunham entre a Guilda e uma porta com um chacal com olhos de pedras preciosas. Os mortos-vivos avançavam, quando Rakloteph mandou que se abaixassem. De suas mãos saiu uma bola de fogo que varreu os mortos-vivos. Muriel percebeu um importante detalhe: sua mão direita, sempre coberta por uma luva, estava em puro osso. A mão foi novamente coberta pela luva, mas de sua mente não saía a pergunta de que preço aquele homem teria pago pelo seu poder arcano.

A Sombra e o Cultista

Atrás da porta com a cabeça de chacal, uma escadaria levava ao segundo andar. Um longo corredor iluminado trazia várias ramificações. Talvez pela primeira vez em sua vida, a Guilda decidiu seguir em linha reta. Precisavam chegar logo ao fim disso, encontrar o tal homem carismático e por um fim às suas maquinações.

Ao fim do corredor, encontraram uma porta. Yusuke encontrou uma armadilha em frente à porta e conseguiu desativá-la. Aberta a porta, depararam-se com uma cena aterradora: a sala servia de aposentos para alguém importante, talvez o tal homem carismático, e mostrava um estilo de vida de lascívia. Era repleta de objetos sexuais, uma enorme cama com cortinas de fina seda… e uma pantera deitada sobre a mesma. As sombras da sala se moveram e atacaram.

Q’Dor usou seu escudo para golpear com força a pantera, que se recolheu com orelhas abaixadas sobre a cama, miando. O poder de Vahlar de Latiffah afastou as sombras para que não os incomodassem. Vendo o grande felino com medo, Latiffah pediu a Vahlar que os medos da criatura se fossem e ela a visse como uma amiga. Sombra era seu nome e a pantera aceitou Latiffah e lhe contou sobre as perversões do maligno sacerdote que ali vivia e sobre os abusos que sofreu em suas mãos.

Ainda no quarto, Vanael encontrou uma sala secreta, mas Bastian percebeu as marcas de um disco na parede, provavelmente o método para acessar a sala não mais secreta. Havia ainda uma porta ali, mas ignoraram, Sombra disse que o sacerdote não estava atrás da porta. Enquanto isso, Nilbog Comegatos se divertia rindo dos objetos sexuais e os afixava em sua armadura.

Investigando a porta restante, encontraram um laboratório como o que Muriel tinha visto na torre de sua mestra. Vários frascos, tubos com água borbulhante e um golem de carne que os atacou assim que adentraram o lugar.

Voltando pelo corredor, Vanael percebeu outra porta secreta, na curva que o corredor fazia para o quarto do sacerdote. E foi seguindo seu caminho que encontraram uma visão aterradora.

O Rei Amarelo

Ali estavam, de frente a uma catedral profana escrita na pedra, com mais de 8 metros de altura, a estrutura dominava o salão juntamente com os cânticos do sacerdote e seus asseclas. Uma imensa figura também havia sido esculpida, com um pano amarelo sobre o rosto, sua posição impunha medo e parecida olhar para quem a fitasse, não importando de que ângulo dentro dessa catedral.

No púlpito estava o sacerdote, entoando um cântico, usando mantos pesados e um chapéu demoníaco. Seus dois asseclas o ladeavam, aspergindo incensos e ervas sobre um corpo mumificado. O sacerdote erguia um elmo com orelhas com forma de asas de morcego e o colocou na cabeça do corpo.

Porém, entre a Guilda e o sacerdote havia vários zumbis. Procurando fazer um plano para atacar, enquanto não eram vistos, perceberam a ausência de Nilbog. O goblin estava escondido nas sombras e se aproximava dos sacerdotes sem ser notado. Quando perceberam, já era tarde demais: Nilbog saltou das sombras e enfiou sua espada na garganta de um dos asseclas do sacerdote. O sacerdote, notando o goblin o paralisou com suas palavras.

Percebendo que Baden, Q’Dor e Vanael estavam amedrontados pelo cântico profano, Bastian esgueirou-se pelas sombras até o altar. Muriel observava a situação, tentando planejar.

Rakloteph e seus guardiões atacaram os zumbis, dando cobertura para os planos da Guilda. Nilbog era continuamente atacado pelo Sacerdote. A cada golpe com a maça, o goblin paralisado parecia vacilar e definhar sem sair de sua posição.

Eis que o outro assecla cai ao chão, perfurado por uma espada que saiu do além. Detrás do corpo, o diminuto Bastian sorri em desafio para o sacerdote. Latiffah que corria empurrando os mortos-vivos sobe ao altar profano. Muriel, à distância, dispara seus mísseis mágicos.

Quando o medo deixou os guerreiros, Baden pediu a Muriel que o encantasse com Patas de Aranha e o tornasse invisível. A ideia dele era ir pelo teto da caverna até Nilbog para resgatá-lo. Q’Dor saiu em disparada para empurrar os zumbis com seu escudo-torre.

O taciturno guerreiro demorou para chegar ao local, enfrentando os zumbis que se debatiam contra seu escudo. Enquanto isso, Baden caía invisível do topo da caverna sobre o sacerdote, derrubando-o e entrando em combate corporal.

O sacerdote estava cercado quando todos se encontraram no altar, sob a estátua do Rei Amarelo. Gritou que não iriam impedí-lo de trazer Gardaag o estranho de volta à vida. Baden desferiu o golpe que encerrou sua vida e disparou uma onda sobre o Templo do Caos Profano. Os zumbis caíram e gritos de homens loucos eram ouvidos à distância. Rakloteph admirava o cadáver do rei bárbaro e mencionava os estudos que poderiam ser feitos sobre aquele lugar em que ele havia sido enterrado, sobre os mistérios que descobririam, mas Q’Dor acabou com suas esperanças queimando o cadáver para que ele não mais se levantasse.

Rakloteph então se enfureceu. Suas pesquisas foram em vão e a Guilda receberia seu ódio. Com um estalar dos dedos, seu corpo se desfez em vento e seus seguidores, o homem e a garota, dissiparam-se em areia.

A Guilda recuperou do corpo do sacerdote um amuleto que abriria a porta em seu quarto. Pegaram tudo que poderiam carregar dali e dos cadáveres. Q’Dor e Baden eliminaram os cultistas que foram entregues à loucura com a morte de seu mestre e a guilda pôs-se de volta ao Forte para finalmente descansarem.

No caminho de volta, feridos e carregados, Bastian observou um acampamento de bandidos que ainda não os tinha visto. Com cuidado, guiou seus amigos na escuridão para que pudessem passar sem combate. Exaustos, levaram mais tempo que esperavam para chegar ao Forte.

A verdade sobre o Conde

Após descansarem e se recuperarem, foram recebidos pelo condestável Conaldhan para contarem sobre sua missão nas Cavernas da Escuridão. Ao saber da missão dada por Kahrn, Conaldhan lhes revela sua história: Kahrn era um jovem bárbaro sobrevivente do massacre que as forças das Terras Ocidentais promoveram sobre o exército de Gardaag. O rei bárbaro oferecia uma ameaça para Volstagrad e Belars e as tropas do Forte nas Terras Marginais foram enviadas para matar todos os bárbaros. Conaldhan tomou pena pelo jovem bárbaro que chorava sobre o cadáver de seus pais e o tomou como escravo. Kahrn fora treinado e enviado a Volstagrad para servir no exército, subindo de patente e adquirindo prestígio e título de nobreza.

Para Conaldhan, Kahrn pretende vingança contra Volstagrad, obtendo o elmo que pertenceu a seu líder de clã para mostrar sua aliança. O condestável não parecia demonstrar repúdio ou juízo contra a vontade de Kahrn, parecia entendê-lo.

A Guilda então ligou Kahrn ao guerreiro da profecia da princesa élfica. Precisariam partir imediatamente para Belars, mas não sem antes pegar a armadura de couro de mantícora e a Lança de Malvirdan com Grigor Forja Rubra. Mariana e Margolin seguiriam com eles.

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