Vanael

Elfo Arqueiro

Description:

Classe: Homem-de-Armas 3
Sexo: Masculino
Raça: Elfo
Alinhamento: Neutro
XP: 6352

For: 12 Des: 15 Con: 14 Int: 7 Sab: 11 Car: 9

CA: 17
PV: 22
JP: 16 Destreza + 3, Constituição + 1, Sabedoria + 0
Mov: 9m

Ataques:
Arco Longo (feito por Dracotemor) (flecha de guerra) – + 9, 1d8, 25/50/70
Espada Longa – + 4, 1d8 + 1
Adaga – + 4 (corpo-a-corpo) + 7 (arremesso), 1d4 + 1 (corpo-a-corpo)

Equipamentos:
Arco Longo (feito por Dracotemor), Flecha de Guerra (40), Espada Longa, Cota de Malha

Bio:

Incrustada no coração da floresta de [a definir pelo mestre], houve um dia a cidadela élfica de Daenor. Por trás de muros de madeira encantada contra o fogo, construções mais tradicionais dividiam espaço com casas no topo de grandes árvores ou escavadas no interior de seus largos troncos. As ruas de terra batida ficavam cobertas de folhas secas dependendo da época do ano, enquanto que nos arredores, na floresta, o chão era bem mais irregular, sendo a passagem possível apenas por trilhas artificiais para os não acostumados com a região.

Os elfos de Daenor prestavam serviços de escolta para comerciantes e demais viajantes que desejassem atravessar a floresta. Era uma maneira de tanto manterem-se atualizados sobre quem trafegava pela região, como de guiar os transeuntes por caminhos que mantivessem certos lugares da floresta mais secretos e intocados. Foi em um destes serviços que o elfo Vanael começou uma amizade com o halfling Bastian, que tornou-se mais sólida quando os dois se reencontraram futuramente em condições bem mais trágicas. Mas é preciso voltar um pouco mais no tempo para que se entenda a história que sucedeu.

Muito antes de Vanael nascer, um grupo de comerciantes, confiantes demais e subestimando as histórias que circulavam pelos reinos, quis atravessar a floresta de [repetir nome definido pelo mestre] por conta própria, sem comunicar os elfos de Daenor. Havia alguns mercenários de escolta com eles, mas não foram o suficiente para resistir à emboscada de um grupo de orcs. Durante o combate, uma comerciante, a humana Gwen, rolou por uma ribanceira e bateu a cabeça numa pedra, ficando desacordada. Foi sua sorte, pois com a confusão os orcs esqueceram-se dela e foram embora após matar todos os outros do grupo.

Algumas horas depois, uma patrulha de elfos de Daenor aproximou-se do local do combate e descobriu Gwen perdendo sangue, mas ainda viva. Levaram-na para a cidadela para que fosse atendida e em seguida escoltada para fora da floresta. Mas algo extremamente improvável aconteceu, pois durante a estadia de Gwen, um dos elfos do Conselho de Daenor, chamado Elantor, acabou encantando-se pela moça, que correspondeu ao afeto e por lá ficou.

Elantor e Gwen tiveram um casal de filhos: Huridor e Laenah, os meio-elfos. A reação do resto de Daenor a essa união era mista, mas todos ao menos os tratavam com respeito, ainda que por vezes falso, devido à importância de Elantor.
Huridor não permaneceu por muito tempo na cidadela. Ao tornar-se adulto, não se sentia como parte daquele lugar, e cansado do tratamento falso que muitas vezes recebia, partiu para viver entre os humanos. Prosperou como comerciante e não se soube mais dele em Daenor. Casou-se com uma dama do clã Kolnidur e de sua linhagem nasceu Q’Dör, a Torre Humana.

Laenah sentia-se mais confortável em Daenor, apesar da eventual não aceitação por parte dos outros. Seu pai, no entanto, a tratava muito bem. Dizia ver nela a beleza de Gwen, o que lhe ajudava a suportar a saudade de sua esposa, pois longos são os anos de solidão de um elfo que amou uma humana.

Laenah casou-se com um elfo de Daenor e deles nasceu Arandir. Combatente e líder nato, tornou-se capitão da guarda da cidadela.

Arandir teve um filho chamado Vanael. Desde cedo, o pequeno Vanael mostrou-se extremamente hábil com arcos, e foi logo ensinado nas artes da arquearia, tornando-se um ótimo atirador e capaz de produzir seus próprios arcos e flechas.

Sempre admirado com os feitos do pai, tornou-se um soldado de Daenor assim que a idade permitiu. Acompanhou patrulheiros em busca de criaturas indesejadas na floresta e aprendeu com eles algumas técnicas de rastreamento. Ajudou na escolta de viajantes pelo território e defendeu a cidadela contra qualquer ameaça. Mas um dia, a ameaça foi grande demais.

Não sabe-se como, mas um exército de tamanho considerável atacou Daenor pela noite. Como eles chegaram até a cidadela sem chamar atenção dos patrulheiros que sempre rondavam a floresta? Teria havido algum tipo de traição? Quem eram eles? Tudo que Vanael pôde presenciar foi a correria e surpresa por todos os lados. Rapidamente colocou-se a postos para defender Daenor, mas seu pai ordenou que sua unidade escoltasse os mais frágeis para longe dali, garantindo que o povo não fosse todo exterminado ou capturado. Se esta ordem veio de Arandir, o capitão da guarda que usou seus soldados de modo a melhor aproveitar as habilidades de cada um, ou de Arandir, o pai que abusou de seu posto para salvar a vida do filho, Vanael nunca soube, e a dúvida ainda o causa enorme desconforto.

Ao deixar o território da floresta, olhou para trás e viu uma espessa fumaça negra saindo de onde com certeza não havia mais Daenor.

Os sobreviventes de Daenor se espalharam pelos reinos. Vanael, ainda um jovem adulto e sem grande experiência além do combate, acabou tornando-se um mercenário. Lutou na guerra expansionista de Volstagrad e reencontrou Bastian por pura sorte, batalhando com ele no mesmo regimento. Desconhecendo a origem do exército e das motivações que destruíram Daenor, prefere nem entreter a hipótese de ter lutado pelo mesmo reino que destruiu seu povo.

Identificando o visível descontentamento em Vanael, Bastian o contou sobre os Vagalumes e sua motivação de derrubar o Rei. Aquilo trouxe senso de propósito novamente a Vanael, que imaginou um mundo sem reinados que exterminassem povos da noite para o dia. Aceitou o convite e entrou para o grupo secreto.

Vanael viveu como um soldado e gosta de objetivos claros. Participando secretamente dos Vagalumes e abertamente da Guilda da Curtição (por um capricho do destino, ao lado de seu primo Q’Dor, sem que os dois façam ideia disso), enxerga a vida como uma sucessão de missões, em busca de paz de espírito e de seu novo propósito grandioso, para honrar a memória de seu pai e ser considerado digno pelos espíritos de seu povo.


Atualização (7/1/16)

A experiência recente de Vanael o deixou mais vingativo do que nunca. Finalmente descobriu a identidade daquele que liderou o ataque que destruiu seu povo (Chimay Urquell) e não medirá esforços para encontrá-lo e descobrir o porquê daquilo tudo.
A morte de Delyth também foi um baque. Sente-se culpado em parte, uma vez que foi um enorme descuido da guilda enviá-la sozinha para uma missão.

Somado a tudo isso, o sucesso da missão de resgate da princesa, onde Vanael teve a ideia da estratégia militar, reacendeu nele algo que não experimentava desde os tempos de soldado de Daenor. Talvez seja necessário abraçar mais suas raízes militares para conseguir sua vingança. Deverá cair nas graças do Conde Kahrn e pedir para integrar um ataque militar ao Bando da Adaga? Deverá infiltrar-se no exército de Volstagrad e passar informações aos Vagalumes? São muitas perguntas e sentimentos em conflito.

Ainda que Vanael esteja desenvolvendo laços significativos dentro da Guilda da Curtição, sua visão ainda está muito turva pelos acontecimentos recentes. E seu objetivo maior ainda eclipsa todo o resto. Talvez, com o tempo, ele possa olhar em volta e encontrar um pouco da paz que procura.

Vanael

Old Dragon - Galerinha bruno_baere rafael_barcante