Old Dragon - Galerinha

O sumiço das crianças de Lindley - Parte 1

Onde despedidas e deuses antigos se misturam

Um prato que se come frio

Após fazerem um enterro digno para Delyth e jurarem vingança contra o Bando da Adaga, a Guilda da Curtição segue viagem para Hamming.

Ao procurarem Elannus da Guilda dos Ladrões de Hamming, encontram o vendedor de venenos irado com a falta de pagamento. Explicada a situação com o Bando da Adaga, Elannus pondera e decide contactar Neme Finório para saber o curso de ação.

Ao retornar, Elannus traz duas notícias: é possível rastrear o Bando da Adaga e procurar descobrir sua localização e os responsáveis pela morte de Delyth; Para isso, a Guilda da Curtição não deveria estar ligada à Guilda dos Ladrões de Hamming. Decidem então por um gambito arriscado: simular a cisão.

A Guilda da Curtição é expulsa da taverna em uma luta contra homens usando porretes. Enquanto todos estavam fingindo a luta com machucados e ferimentos que não fossem letais, Q’Dor acaba entrando no calor do combate e quebra o nariz de um dos ladrões da guilda com seu escudo. O grito de dor e a confusão causada são suficientes para atrair a atenção da milícia, que persegue a Guilda da Curtição até os limites da cidade.

A Guilda então segue caminho para as Terras Marginais. Afinal, a promessa de Vanael a Kalarin exigia que seguissem ao leste o mais breve possível. A vingança é um prato que se come frio.

A Árvore Morta

No terceiro dia de viagem, a guilda chega a uma vila nos limites das Terras Marginais. Lindley, um lugar simples, um ponto de parada de caravanas que tomam a rota das Terras Marginais e região de vinícolas lhes oferece um lugar para descansar.

A vila se encontra vazia à noite, nenhuma viv’alma na rua, a não ser pelos sons, luzes e cheiros vindo de uma taverna. A guilda seguia para o local quando Yusuke Suzuki e Vanael ouvem uma certa música, cantada na voz de uma criança em um tom sombrio. Entre as brumas que tomavam a rua naquele momento, discernem a forma de uma criança de cabelos platinados, trajando branco, em um cortejo lúgubre em direção às vinícolas ao norte da cidade.

Quando o ladrão oriental alcança a criança, que parece tomada em transe, a mesma desperta de seu sonambulismo e põe-se em prantos, procurando por Latiffa Laqüiin. Logo a mãe da criança aparece, gritando por sua filha Mariana. Latiffa explica o que acontecera à senhora, que os convida para sua simples casa.

A senhora Natalya, viúva com única filha, explica que há algum tempo as crianças têm sumido de Lindley. Em uma noite estão em suas camas, na manhã seguinte não estão mais lá. A cidade ficou um lugar mais triste e estava abandonada quando as guerras a oeste em Belars e Asgariard diminuíram o número de caravanas que passavam por aquela rota em direção ao Forte, por isso ninguém ainda tinha procurado resolver aquilo. Os vilões do lugar não sabiam mais o que fazer, não havia entre eles homens-de-armas ou caçadores que pudessem procurar as crianças, talvez subir as montanhas Udrar Kahal atrás do que as estivesse levando. Muriel determina que Mariana estava sob efeito de forte encantamento e que poderia rastrear sua origem.

Eis que observando as sombras nas ruas, Vanael percebe uma figura espreitando as casas da vila e põe-se atrás do mistério. Sua busca os leva em perseguição pelas vinícolas ao norte até chegarem em uma árvore seca, com uma abertura no tronco que lembra uma bocarra e que emanava forte aura mágica aos olhos de Muriel, além de um vento quente e sulforoso. Yusuke, vendo pela luz jogada na abertura por Muriel, decide tomar os primeiros passos em descida pela escada de ripas de madeira nas laterais do buraco e acaba derrubando um balde colocado como armadilha de aviso.

Eis que a Guilda é atacada das sombras do buraco. Em descida, Baden Urquell e Vanael jogam-se buraco a dentro para enfrentar os inimigos que disparavam suas flechas das sombras. Ao perceberem que os ataques vinham de uma abertura no meio da descida da escada, Bastian pula na plataforma para atrair a atenção dos atacantes. Muriel dispara sua besta de mão apoiada na escada, atingindo uma das criaturas. Kobolds!

Após a guilda eliminar, com certa dificuldade, seus atacantes, conseguem determinar que estavam em algo muito mais perigoso que imaginavam. Pedaços de crianças tinham sido devorados pelos kobolds. Seus crânios, desprovidos dos dentes, estavam espalhados pela área de onde atacaram e faziam de alarme como peso nos baldes de metal.

Ao fim da escada, nos túneis que seguem, em um ponto havia uma estatueta que lhes lembra a encontrada na Tumba de Nesta, com um candelabro com 10 velas colocadas para baixo. Em uma pedra que bifurcava o caminho, uma inscrição feita com sangue em língua estranha que Muriel conseguia traduzir:

“Em sua morada em R’lyeh, o morto Cthulhu aguarda sonhando”.

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