Old Dragon - Galerinha

O rapto das donzelas de Pippens

Onde mistério e rebelião tomam a viagem

Após terem se recuperado das mazelas da Mansão Chell, a Guilda da Curtição repousa na Estalagem Águia Gritante, onde uma pequena comemoração é dada em sua honra. Durante a noite, Vanael observa Muriel remexer-se em seu sono, murmurando palavras desconexas.

Em seus sonhos, Muriel encontra-se com Lady Ofélia, sua mestra, que a parabeniza pela recuperação da Máscara de Cuthach, comentando que o tolo mago estava lidando com forças que ainda não poderia compreender quando tentou alcançar a imortalidade. Como prêmio, dá à sua aprendiz um ovo, que a mesma deveria cuidar até chocar.

No dia seguinte, James Trevor acompanha os aventureiros ao Salão Comunal de Belars onde são recebidos pelo Conde Kahrn. Kahrn elogia a Guilda pelos seus serviços ao governo de Volstagrad, inclusive na deposição do Barão Felks Teocrates, que estava agindo independente das ordens e poderia ter começado uma guerra com os Reinos Setentrionais ao invadir Passo do Carvalho.

Kahrn pede à Guilda que verifique os problemas nas Terras Marginais. O pedido já havia sido feito pelo Barão Felks, relutante em desviar recursos para atender os problemas da região, mas os ataques de goblins feitos recentemente na região podem vir a se tornar um problema maior caso não seja tratado de imediato.

Tendo que atender ao geas imposto pelo sacerdote de Vahlar, Kostacus Emocer, como pagamento dos serviços prestados, a Guilda pede a Kahrn primeiro a resolução deste problema para em seguida atender ao chamado do conde. Em seguida, partem em direção à vila de Piolt, de onde seguirão na trilha a leste até a Torre Invertida.

Belars Livre

A viagem ao sul não tem muitas dificuldades. Em Kelt, são recebidos como heróis pelos serviços prestados à vila dos criadores de galinhas. É feita uma festa em sua homenagem na taverna Galo Dourado e pernoitam na estalagem Ninho Feliz.

Na mesma noite, o ovo de Muriel choca, e de seu interior sai uma pequena raposa que se enrosca na maga. “Seu nome é Coragem”, diz Muriel abraçada com seu familiar.

Porém, quando chegam em Rivels, cidade onde iniciaram suas aventuras com a invasão da tumba da família Gnord, são interpelados por milicianos de Belars Livre sobre seus motivos de viagem. Percebendo que sua infâmia ainda os segue, mas livres de demais aborrecimentos por conta da morte de Felks Teocrates, decidem acampar nas cercanias da vila.

A viagem segue até Piolt, onde percebem que a vila, último palco da Guerra de Anexação Volstagradiana, sofreu um crescimento. Várias casas construídas com pressa dado o rápido influxo de pessoas de vilas próximas e nas ruas muitas conversas sobre a retomada de Belars das garras de Volstagrad. O clima de tensão política na região é grande, onde quase nenhum soldado volstagradiano pode ser encontrado.

A Serpente da Floresta Negra

Após a pernoite em Piolt, seguem nova viagem em direção a leste, guiando-se pelas indicações de Kostacus Emocer. São acossados por uma pesada chuva. Eis que chegam, após 3 dias de viagem, à vila de Pippens. O local está aparentemente deserto, com uma névoa e um silêncio sinistro. Os cabelos nas costas se eriçam ao entrar no local.

Ao perceberem que as pessoas estão algumas em profundo sono, um do qual é difícil acordá-las, e outras mortas, com marcas de cortes, encontram um sobrevivente ainda acordado. O homem balbucia coisas sobre um ataque e sobre as virgens da cidade terem sido raptadas. Com o homem ainda delirante, Latiffa Laqüiin o leva para dentro de uma casa, onde cuida dos ferimentos. O resto da guilda ajuda a tirar os corpos das ruas e tentar acordar os demais moradores. A vigília é feita com tensão noite a dentro.

No dia seguinte, o homem recuperado explica melhor o que aconteceu. Imaginava-se que a Serpente da Floresta Negra era uma lenda de séculos atrás, mas ao que parece ela era bem viva. A Serpente atacou Pippens e levou três donzelas que lá viviam. O povo pede seu resgate e a Guilda da Curtição segue a trilha da Serpente, usando o olfato de Coragem como guia.

A Torre Invertida

A chuva continua a castigar a região. A Floresta Negra prova ser mais difícil de atravessar que o esperado. A copa das árvores faz muita sombra, e há muita dificuldade no terreno acidentado, além de teias grossas penduradas em algumas árvores.

Em determinado ponto, durante o segundo dia de incursão, a trilha some. Não há mais rastros ou odor da serpente. Muriel detecta um leve rastro de magia no ar, mas já está muito fraco. Acabam encontrando restos de uma muralha e de uma estrada de pedras, ruínas de algum reino perdido que foi tomado pela Floresta Negra. Com a sensação de estarem perdido, acabam levantando acampamento próximos a essas ruínas.

Na manhã do terceiro dia, encontram uma colina onde a mata acaba se abrindo. Com o céu escuro da chuva que ainda cai no lugar, a pelada colina, com algumas árvores mortas, revela um poço de pedra, coberto de limo e muito escorregadio. Seria este o local de repouso da Torre Invertida?

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