Old Dragon - Galerinha

A Morada nos Céus - Parte 2

Onde a maga descobre quem é

O Castelo no Céu

Saltando dos grifos, a Guilda se depara com o castelo. Muitas torres, muitas janelas e uma porta dupla enorme, da altura de gigantes, eram as coisas que chamavam sua atenção.

Eis que os grifos viram-se para Aidalin como se assustados com algo. Disparando um grito de perigo, colocam-se a voar de volta para a cidadela dos elfos com velocidade. Algo estava acontecendo lá embaixo, mas sem os grifos não teriam como voltar. Restava-lhes explorar o castelo da Morada nos Céus.

Baden Urquell vai abrindo logo as portas gigantes para se deparar com um escuro corredor onde as tochas nas paredes vão se acendendo automaticamente, mostrando um infinito corredor. Amedrontados, decidem que Bastian subiria as paredes do castelo até uma janela e os içaria com uma corda.

Bastian encontra uma sala de estudos, com livros, escrivaninha e muita poeria. Passam um tempo tentando encontrar algo nos livros, mas são muitos e sobre assuntos mundanos. O halfling abre a porta da sala para se deparar com outro corredor infinito, como o das portas gigantes. Decidem seguir por ali mesmo.

A Sala dos Espelhos

A primeira porta que conseguem encontrar é metálica e fria ao toque. Percebem que é uma porta de correr e Yusuke Suzuki a examina por armadilhas, sem nada encontrar. Quando abrem a sala, percebem que estão em um mar de espelhos. Todos passam mal e começam a perder os sentidos, sentindo-se fracos e vomitando. Menos Q’Dor. O estóico guerreiro, retornado da morte, segura suas entranhas para não vomitar e encontra dois espelhos que diferem dos outros por não refletirem as imagens.

Quebrando os espelhos com seu escudo, Q’Dor puxa os outros membros da Guilda para fora da sala dos espelhos. Quando todos se recobram do enjôo, põe-se novamente a caminhar pelo corredor infinito.

A Porta Falante

O corredor dá em uma porta que se abre com um largo sorriso. A porta começa a conversar com a guilda e Muriel percebe que está escrito em runas anãs a palavra “rir”. Mencionada sobre isso, a porta afirma que rir é um dos melhores remédios e que alivia a alma.

Baden então se coloca frente à porta e lhe pergunta: “Como se chama um grifo que atravessa um rio?”. A porta titubeia, ao que o guerreiro responde: “Hipopogrifo!”. Com uma sonora gargalhada, a porta se abre e a guilda passa.

D’um Baar

A próxima sala se mostra uma caverna com uma abertura no teto por onde desce luz e é possível ver o céu. A luz logo dá lugar à sombra e o que bloqueia a abertura da luz se mostra: um dragão. Não como o dragão que atacou Lindley. Este era menor e suas escamas eram de um brilho metálico. D’um Baar, se apresentou o dragão, e disse que admirava a perspicácia e inteligência. Desafiou Muriel.

As perguntas de D’um Baar foram respondidas com êxito pela maga. O dragão lhe propôs um novo desafio, deveria usar sua astúcia em combate, e invocou uma armadura animada das peças que estavam espalhadas pelo chão. Yusuke percebeu que era uma armadura de sua terra, usada pelos guerreiros nobres. A armadura ergueu sua longa e curva espada e atacou a maga. Muriel conseguiu esquivar e usou sua magia de Detectar Magia para perceber que a runa no elmo da armadura brilhava. Escapando novamente da espadada, consegui disparar seus mísseis mágicos contra o construto, que se desfez novamente em placas inanimadas.

D’um Baar aplaudiu a astúcia da maga e lhe confiou um pergaminho com a magia que havia usado. Disse-lhes que Montym, o mago do castelo, estaria os esperando. Subiram então por um vórtice de ar no lugar do facho de luz que o dragão ocupava e foram arremessados fora da caverna para dentro de uma das janelas do castelo.

Mistérios revelados

Recuperando-se do acontecido, perceberam-se em uma sala enorme, com imensos quadros na parede. Reconheceram duas das três pessoas retratadas: Morodh Sete-Dedos e Lady Ofélia. O outro, um mago com cavanhaque e usando um elmo de chifres torcidos como os de um cordeiro, deveria ser Montym.

Além disso, na sala havia uma grande luneta apontada para os céus, vários vitrais e uma enorme mesa de prata como uma estrela de sete pontas e duas cadeiras de prata. Baden olhou pela grande luneta e viu uma esfera vermelha. Chamando Muriel, esta reconheceu o planeta que via no telescópio como o brilho vermelho nos céus que chamou sua atenção nas Terras Marginais.

Sem saber como falar com Montym, Yusuke rasgou o quadro de Morodh procurando por passagens secretas. Depois de um tempo sem nada encontrar, cansada, Muriel sentou em uma das cadeiras que a arremessou ao chão. Vendo aquilo, Yusuke decidiu se sentar na outra e cornetas tocaram anunciando alguém. Uma explosão com cheiro de enxofre e pólvora aconteceu no meio da sala e lá estava o homem do quadro, Montym, acompanhado por uma esfera pulsante com tentáculos.

Montym perguntou-lhes quem eram e o que faziam ali. Muriel disse que tinham vindo pela Pena Flamejante e perguntou onde ela estava. Montym lhe respondeu que estava onde Muriel a havia deixado anteriormente, com ele. Sem entender, a maga perguntou o que ele queria dizer com isso. Montym respondeu: “Ora, ”/characters/lady-of-lia" class=“wiki-content-link”>Ofélia, não se lembra de mais nada?".

A cabeça de Muriel gira. Não mais Muriel, mas Ofélia. A maga se lembra de tudo que aconteceu e conta a seus amigos da Guilda da Curtição. Ofélia havia ido ao planeta Yukkoth impedir que os Deuses Antigos fossem libertos de sua prisão, mas foi drenada de seus poderes e antes que morresse, enviou sua consciência para sua aprendiz Muriel. A consciência de Muriel e Ofélia passaram a dividir o mesmo corpo, com Ofélia sugestionando Muriel através de sonhos. Mas agora Muriel e Ofélia eram uma só, duas consciências no mesmo corpo.

Muriel sabia do perigo que corriam. Os servos dos Deuses Antigos planejavam libertá-los usando os artefatos capturados em cada cidade élfica e haveria um sacrifício. Será que era isso que Chimay Urquell planejava, atacando as cidades dos elfos? E a Profecia do Oráculo de Talena estaria relacionada com isso…

Muriel não teve mais tempo para pensar e explicar a seus amigos. Servos dos Deuses Antigos, criaturas que pareciam lagostas com asas, quebraram os vitrais do castelo de Montym e os atacaram com tubos metálicos que disparavam raios. A dura luta contra as aberrações de outro mundo quase tomou a vida de Nilbog Comegatos que lutava nas costas de Baden disparando sua funda e tentando furá-los com sua espada.

Com a luta encerrada, Montym conjura uma magia sobre a Guilda para poderem descer até a cidade. Aidalin estava sendo atacada por um exército e eles precisavam ser rápidos. Q’Dor e Muriel pegaram cada um um tubo que as criaturas usavam e todos saltaram em direção à cidade dos elfos.

Na queda, Baden conseguiu ver uma figura cavalgando segurando uma espada em uma mão e conjurando bolas de fogo com a outra. Havia apenas um grito em sua garganta: Chimay!

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