Old Dragon - Galerinha

Epílogo

Muriel

O ritual de invocação dos Deuses Antigos havia sido interrompido a um grande custo para Muriel. Sua mestra não estava mais em seu corpo. Não podia nem saber se ela ainda existia. Mas tinha cumprido novamente com seu papel de impedir a volta dos Deuses Antigos.

Muriel buscou a torre de sua mestra Lady Ofélia para continuar seus estudos. Ela precisouconstruir um novo grimório, depois que Nilbog Comegatos arrancou suas páginas para que ela pudesse ler enquanto estava presa.

Muriel se tornou uma poderosa necromante, dominando segredos da vida e da morte, buscando antigos artefatos e magias perdidas. Ainda assim, encontrava tempo para visitar seu antigo guarda-costas.

Baden

Baden Urquell encontrou-se com Nilbog logo após a morte do Duque Kahrn. Não conseguiria mais estar com sua família, ainda mais depois das atrocidades cometidas por seu irmão. Ele e Latiffa conseguiram se livrar da maldição de Konec Dusi, mas essa é uma outra história.

Após se libertar do grilhão, foi atrás das tribos goblins que estavam nas Cavernas da Escuridão. Ele e Nilbog se tornaram os líderes de uma nova tribo goblin, temida mais pelas confusões que causam por onde passam que por sua selvageria. São conhecidos pelas pichações que deixam, o emblema de sua tribo, um pênis ereto. E flamejante! Pois Baden ficou com a espada de Kahrn.

Juntaram-se a Latiffa em sua missão de quebrar correntes e liberar escravos, mas não deixaram de fazer suas travessuras.

Latiffa

Depois de conseguir se libertar da maldição de Konec Dusi, Latiffa acompanhou Bastian em sua missão de encontrar o Colégio Bárdico do Rio das Estrelas e aprender mais sobre as Antigas Tradições. O druida Phus Bearern acompanhou seu progresso à distância e ficou satisfeito.

Todo ano, Latiffa visita Aidalin, onde seu irmão foi sepultado. Os elfos permitem sua estadia, mas não dos goblins da tribo de Baden. Com o jovem guerreiro e sua tribo de goblins, viajam pelo mundo libertando escravos e espalhando a palavra da Vahlar. Ela tenta colocar um pouco de senso na cabeça de Baden e Nilbog, mas seus cabelos brancos já estão aparecendo pelo trabalho que os dois dão.

Em um momento de suas viagens com Bastian, Latiffa encontrou um casal de filhotes de pantera chorando por sua mãe morta. Latiffa adotou as pequenas panteras, dando-lhes os nomes de Sombra e Escuridão.

Vanael

O elfo Vanael levou os artefatos élficos para serem protegidos em Mae Dringlor e a pedido da princesa élfica, tornou-se guardião dos artefatos. Para isso, Vanael retornou a Aidalin, onde aprimorou suas técnicas de arquearia.

Vanael viria a se encontrar esporadicamente com Bastian. Não muito, não sempre. Só quando o bardo resolvia regressar a Refúgio do Corvo. O elfo ia encontrar seu amigo halfling perto da vila e trocavam poucas palavras, mas cheias de significado.

Bastian

O pequenino Bastian seguiu a missão dada pelo druida Phus Bearern e buscou com Latiffa pelo colégio bárdico perdido. Aprendeu seus segredos e tornou-se um mestre nas artes musicais e do conhecimento. Sua base eram as ruínas do colégio, um local onde poderia ficar sozinho com seus pensamentos, mas passava a maior parte do tempo viajando pelo mundo. Um coração partido não tem lar.

De vez em quando o halfling se pegava passando por Refúgio do Corvo. Não eram paradas planejadas. Seu coração o levava sem que percebesse. Lá ele via Válaris à distância, sua semelhança com Delyth lhe trazia lembranças. Nesses breves momentos, era visitado por seu amigo elfo Vanael. Conversavam pouco, mas o suficiente para velhos amigos.

Yusuke

Não há lugar que segure o coração de Yusuke por mais que algumas semanas. O galanteador ladrão passou a usar sua pequena fortuna para viajar o mundo, conhecer Asgariard (onde uma vez encontrou com Latiffa e Baden) e até mesmo voltar à sua terra nos Reinos Orientais.

A cada cidade, uma mulher. A cada mulher, um marido nervoso ou algum furto que acabava levando a guarda à sua porta. Yusuke continuou a invadir masmorras, lembrando de seu início de carreira quando conheceu Kar’in. Onde estaria a elfa e seu amigo anão Ahlfh? Não tinha notícias deles desde que sumiram no Forte das Terras Marginais.

Yusuke acabou se tornando líder da Guilda dos Ladrões de Hamming quando Neme Finório decidiu se aposentar. Ao menos, é assim que a história é contada. Ninguém sabe o que aconteceu com o antigo líder, mas os elfos de Mae Dringlor reportaram que viram um homem baixo e uma loira alta passando pela floresta há algum tempo.

Q’Dor

O taciturno guerreiro decidiu se aposentar. Após ter matado Kahrn, Yusuke deu a Q’Dor o anel do rei. O Clã Kolnidur agora reinava Volstagrad. Não foi um reinado fácil. O clã Teocrates ainda causou problemas, mas foram extintos pelos seus esforços.

Houve períodos difíceis e a diplomacia com Belars e Asgariard era difícil. O reino eventualmente prosperou. Sua conselheira era Muriel, que visitava seu antigo guarda-costas sem que os outros nobres soubessem. Apenas os mais fiéis sabiam.

O Rei Q’Dor tentava juntar seus amigos. Nem todos podiam, nem todos queriam. Vez ou outra recebia uma visita. Vez ou outra mandava que seus soldados não incomodassem um exército de goblins que passava por Volstagrad a caminho de Asgariard.

Mariana

A jovem Mariana aprendeu muito com as experiências de sua infância e contrariou as espectativas de que tivesse consequências pelos traumas do rapto dos kobolds e de ser usada como sacrifício para os Deuses Antigos.

Adotada por Muriel, serviu a necromante até ter idade para se aventurar, seguindo os caminhos daqueles que lhe protegeram. Tornou-se amiga de Phidna, alguns anos mais velha e partiram pelo mundo salvando vilarejos e descobrindo segredos ocultos. Por um tempo, usaram as armas que o irmão de Phidna, Riniades, fabricava para o Rei Q’Dor com a qualidade da ténica de Dracotemor.

Encontrava-se com Latiffa quando a druida ia visitar o túmulo de seu irmão. Passava em Hamming para tentar a sorte contra Yusuke em um jogo de cartas.

Mariana sentia que olhos a observavam, era algo estranho mas ao mesmo tempo acolhedor. Sabia que estava sendo protegida, mas não por quem. Ela nunca se deu conta de que era seguida por um anão clérigo e uma elfa ladra. A Rosa continuava a ser protegida.

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A Queda do Guerreiro
Onde a Guilda da Curtição se encerra

Presos, amordaçados e sem espaço, a Guilda da Curtição era conduzida na carruagem-prisão em direção a Lariana, capital de Volstagrad. Q’Dor fitava os guardas quando eram alimentados, nas poucas horas que conseguiam ver a luz do sol fora do confinamento, e fazia ameaças, citando seus feitos. A Muriel e Latiffa Laqüiin era servido um mingau insosso, a única coisa que conseguiam passar pela mordaça em suas bocas sem arriscarem que as duas invocassem a ira de suas magias e de Vahlar sobre os soldados. Não que a maga fosse um problema, ela tinha exaurido suas magias na batalha em Aidalin.

Mas durante algumas noites a Guilda recebia uma visita. Nilbog Comegatos seguia a comitiva à distância e conseguia se aproximar à noite. Sem chamar a atenção dos guardas, a única coisa que conseguiu surrupiar foi o grimório de Muriel. A cada noite entregava uma página arrancada para que a maga pudesse ler com a pouca luz que entrava na carruagem-prisão e assim memorizar suas magias.

Em dos dias, o próprio Conde Kahrn os visitou. Guardas estavam ao seu lado e apenas uma portinhola da carruagem foi aberta. Yusuke Suzuki fez bravatas contra o nobre que os traíra. Estava certo de que todos os nobres agiam assim. Bastian esforçava-se para se levantar e tentar cuspir no rosto do traidor.

Kahrn agradeceu-lhes por recuperarem o Elmo de Gardaag, notando que já deviam saber sua história. A Guilda da Curtição era sua passagem para uma audiência pessoal com o Rei Isaris Kestantides e ele finalmente poderia completar seu plano: matar o rei e destruir Volstagrad, o reino que matou Gardaag e massacrou os bárbaros, tornando-o um escravo dos Reinos Ocidentais.

Q’Dor, Baden Urquell, Latiffa, Vanael, Muriel, Bastian e Yusuke não tinham palavras para o que ouviram de Kahrn. Em seus corações restava apenas o desejo de vingança contra o bárbaro tornado nobre. Em seu plano de acabar com Volstagrad, Kahrn se tornaria o guerreiro que buscava a vendeta da Profecia do Oráculo de Talena, colocando o mundo em risco. Todos eles acabaram sofrendo perdas e dores por serem colocados no meio desse embate.

Luzes na Escuridão

Quando chegaram em Lariana, a capital de Volstagrad, foram recebidos pelos cidadãos como párias a serem executados. Mentiras foram professadas sobre o envolvimento da Guilda da Curtição na morte dos irmãos Felks e Falks do clã Teócrates e na sua atuação na rebelião de Belars Livre. Nem todos concordavam com o que era dito, mas com o reino à beira de um colapso após as guerras contra Belars e Asgariard, um inimigo comum era necessário para reestabelecer a ordem. A Guilda da Curtição era esse bode expiatório.

O rei Isaris apareceu para a população, ladeado por Kahrn. Kahrn era um herói de guerra para os volstagradianos. O velho rei, que mal conseguia caminhar devido sua idade e a algum mal que o abatia era menos preferido que o guerreiro em ascenção. Isaris não tinha filhos, o que causava preocupações na linha sucessória. Algum clã nobre iria assumir o trono no advento de sua morte? Kahrn assumiria pelo gosto popular em alguma revolta? As intrigas políticas tomavam a mesa das tavernas de Lariana, mas agora na boca dos volstagradianos, a prisão da Guilda da Curtição era notícia.

O rei Isaris divulgou os feitos de Kahrn, motivação para que o concedesse o título de Duque Kahrn. Mais um marco na história de Kahrn, mais uma vitória para que volstagradianos sonhassem em ascender como Kahrn, de soldado a nobre. O rei e o agora duque se retiraram para deixar a população com sua próxima atração: a execução dos traidores.

A Guilda da Curtição foi levada ao cadafalso por uma escolta de soldados. No caminho, Q’Dor tentou tirar a mordaça de Muriel, amarrada logo atrás dele na fila, mas não conseguiu alcançá-la e os guardas bateram com seus porretes no guerreiro. Bastian percebeu um rosto conhecido na população e segurou um sorriso. Avisou por meio de chutes e trocas de olhares seu amigo elfo Vanael. O arqueiro entendeu e seu coração teve esperança mais uma vez. A morte viria.

Para Muriel, a certeza da morte era maior. A maga de mente dividida com Ofélia, sua mestra, observava o céu do dia ser tomado por nuvens negras e Gamadis, a lua invisível, começar um eclipse. Viria agora o momento da profecia? Quem estaria executando o ritual de invocação dos Deuses Antigos, que ela como Ofélia tentou evitar que fugissem de sua prisão em Yukkoth, o decrépito Isaris ou o duque Kahrn? Não importava, já estavam todos condenados.

Quando a execução foi anunciada e o aviso para ativar a forca fora dado, puderam ver pequenas luzes surgindo da multidão, pequenos vagalumes que eram soltos por algumas pessoas. Quando o chão se abriu e seus corpos caíram, seus pescoços não se quebraram. Da multidão vieram flechas que cortaram as cordas. Caíram ao chão, com toda a dor que isso possa causar, muito embora fosse melhor essa dor que sua morte.

A revolta dos vagalumes

O caos se instaurou. Os agentes dos Vagalumes, o grupo secreto destinado a causar a queda de Isaris, a que pertenciam Vanael e Bastian, organizava o ataque. Diversos agentes infiltados atacavam os soldados e abriam passagens para que as milícias de Belars Livre que não caíram para o exército de Kahrn entrassem em Lariana.

Baden conseguiu arrancar a mordaça de Latiffa e a druida invocou seus poderes para se transformar em um gorila, quebrando as algemas e esmagando a cabeça de um soldado volstagradiano. Outro soldado tentou acertar Muriel com sua espada, mas a maga desviou e Q’Dor já segurava o martelo de um soldado que derrubara com força no chão com as mãos nuas. Os Vagalumes estavam libertando a Guilda de suas algemas. Jogaram alguns frascos para eles, poções de curas. Poucas, mas serviriam.

As flechas voavam das ameias e uma acertou o jovem guerreiro Baden. Vanael tomou o machado de um dos soldados e protegeu Muriel, correndo com Bastian e Yusuke para o castelo, avisados pelos vagalumes que seus equipamentos tinham sido levados para lá. Baden estava armado com uma espada e pulava enlouquecido atrás da gorila Latiffa, repetindo seu movimento como fizera com Nilbog na Morada nos Céus.

De volta à forma

Q’Dor fez um feito de força segurando o portão do castelo que fechava. Por ele passaram seus companheiros de guilda e as forças rebeldes. Yusuke, Bastian e Vanael já se encontravam dentro do castelo, lutando contra as forças volstagradianas leais a Isaris e chegaram primeiro à sala onde seus equipamentos estavam. Ouvindo o som de uma barricada sendo montada, Yusuke usou seus dons de enganação para fazer o soldado lá dentro acreditar que ele era um capitão que pedia refúgio. O soldado acreditou e abriu a porta. O machado de Vanael fez o soldado perceber que fora enganado e conseguiu ver o mundo se dividir em dois, enquanto sua cabeça era dividida.

Lá dentro, um guerreiro usava o escudo de Sir Valérius de Q’Dor e sua espada caótica. Yusuke empurrou uma cadeira caída para cima dele e a usou para se impulsionar por sobre o guerreiro. Bastian e Vanael aproveitaram e partiram para cima do guerreiro que se defendeu de seus ataques. Quando o guerreiro se virou para atacar Yusuke, a espada acertou o ladrão, mas dele não saiu sangue.

Yusuke percebeu que não sentia dor e viu o guerreiro travado como uma estátua em sua última posição de ataque. Deixaram a curiosidade de lado para acabar com a ameaça. A espada de Q’Dor não saía das mãos do agora cadáver. Os outros chegaram na sala, Muriel trazendo um guerreiro de Volstagrad consigo, ou melhor, um esqueleto usando armadura e espada. Eustáquio, era o nome que dera.

Q’Dor entendeu o que sua espada fazia. Sentira seu poder enrijecedor da primeira vez que a empunhara, naquele covil dos kobolds infernais perto de Lindley. A espada, tomada pelo poder do caos, poderia causar paralisia a quem a empunhasse ou fosse seu alvo.

O som de algo rápido batendo contra o chão chamou a atenção de todos. Sobre a barricada, saltou uma figura avermelhada, rápida como um raio. Era Coragem, a familiar de Muriel, que se jogou nos braços de sua mestra, buscando afagos pelo tempo que ficaram separadas.

Estavam todos novamente usando seus equipamentos. A armadura de Baden ainda destruída pelo ataque de seu irmão, mas não tinham tempo para arrumar outra. Precisavam encontrar Isaris Kestantides e Kahrn.

O Sacrifício da Rosa

Chegaram à sala do trono, fechada. Vanael percebeu uma pedra diferente na parede, que ao ser empurrada destravou as portas que levavam ao trono. Preparados para confrontar o rei, ficaram atônitos quando encontraram a sala sem uma viva alma. Corpos dos soldados de elite de Isaris, vindos de vários clãs nobres de Volstagrad, como percebeu Q’Dor e Baden, estavam caídos ao chão, com cortes profundos e marcas de queimadura. Mas nenhum sinal de Isaris ou Kahrn.

O trono vazio foi experimentado por Yusuke. Um chiste, pois ele não se via parado em uma posição assim por muito tempo. Sua vida envolveria aventuras, não sentar em um trono e ficar parado ali até sua morte. Puseram-se a procurar uma passagem secreta por onde teriam saído e encontraram uma escadaria escondida que subia ao topo do castelo.

No topo, o forte vento e uma chuva bizarra caía. Não havia mais luz no dia, apenas a escuridão das nuvens e um tênue brilho do sol sendo tapado quase completamente por Gamadis. O rei Isaris gritava contra uma figura usando armadura bárbara e com o rosto coberto por um elmo sinistro, o elmo de Gardaag. Em suas palavras, gritava que seria ele a executar o ritual, sacrificando a rosa e teria juventude eterna.

Mariana estava amarrada sobre um altar, nua e com o corpo pintado por sangue. Ela era a rosa que Chimay Urquell havia mencionado. Ela era a rosa que o capitão do Forte secretamente protegia em Lindley. Havia algo de especial nela para ser o sacrifício, mas não tinham como saber o quê. Ao seu lado, os artefatos élficos roubados por Chimay: vasos, armas e outros objetos.

Kahrn enfiou a espada no ventre de Isaris. Com uma voz cavernosa vindo do elmo, dizia que seria ele a trazer a ruína dos Reinos Ocidentais com a vinda dos Deuses Antigos. Sua espada se acendeu em chamas imolando o corpo do velho rei e virou para a Guilda da Curtição. Era inútil, ele faria o sacrifício e destruiria tudo.

Disparando com uma velocidade impressionante para cima de Baden, Kahrn o acertou com sua espada flamejante, o que causou imensa dor. Latiffa viu-se na necessidade de voltar à forma humana para poder conjurar uma névoa obscurescente para proteger a Guilda dos ataques do duque.

Bastian, após ter usado sua música para dar vigor aos amigos, dispara na direção do altar. Yusuke, após aproveitar que Vanael e Q’Dor se posicionavam para flanquear Kahrn, encontrou um ponto cego em sua defesa para acertá-lo. Tomou um dos golpes de sua espada flamejante e com muita dor, agarrando-se ao pouco de vida que lhe restava, decidiu ajudar Bastian em sua tarefa.

Yusuke revistou o corpo de Isaris e encontrou o anel real, com um rubi marcado e o colocou no bolso. Tirou um amuleto do corpo queimado, que parecia muito com o amuleto usado pelo sacerdote do Rei Amarelo que enfrentaram nas As Cavernas da Escuridão. Quando colocou o amuleto, sentiu-se sendo dominado por uma força malígna e alienígena. Apenas com muito esforço conseguiu tirar o colar para evitar a dominação.

Muriel disparava seus mísseis mágicos contra o duque e enviou Eustáquio para enfrentá-lo. Q’Dor e Baden conseguiam atingir o duque com força. Vanael disparava suas flechas buscando posição para se distanciar e correr até os artefatos élficos.

Bastian estava examinando a situação. Percebeu que havia um campo de força em volta de Mariana e dos artefatos. A menina gritava e isso o deixava ainda mais nervoso, precisava fazer alguma coisa rápido. Tentou chutar um dos vasos élficos e foi tomado por um choque de dor, mas viu que havia conseguido criar uma trinca. Yusuke tentou usar sua espada, mas seu braço doeu com o choque. Poderiam acabar mortos se continuassem tentando, deveria haver alguma outra forma de quebrar esse encanto.

Baden segurava os ataques do duque. Sua armadura já reduzida a frangalhos e seu corpo severamente queimado. Q’Dor conseguiu um golpe perfeito e abriu um grande corte no braço do escudo de Kahrn. O som de tendões sendo rompidos e a carne se abrindo abriu caminho para um grito, cortado repentinamente. O duque estava paralisado! Baden aproveitou o momento para arrancar o elmo de Gardaag da cabeça de Kahrn e o arremessou para fora do castelo. Latiffa, vendo que Kahrn sangrava muito, transformou-se em gorila para ajudar na luta.

Enquanto isso, Yusuke resolveu jogar o cadáver de Isaris em cima de Mariana. O corpo ficou se debatendo contra o campo de força até explodir, jogando sangue e tripas em todos em volta. A pressa era necessária. O mundo ao redor deles parecia mudar, transformando-se repentinamente em uma versão distorcida e voltando em lampejos para o mundo como conheciam. No horizonte, relampejava uma figura ciclópica de um gigantesco homem com cabeça de polvo, cada vez mais próximo.

Kahrn saiu da paralisia causada pela espada de Q’Dor e em um urro de raiva atacou o taciturno guerreiro e o jovem guerreiro. Baden não aguentou os ferimentos do ataque e caiu. Latiffa urrou e pôs-se a esmurrar o duque. Q’Dor conseguiu dar um golpe certeiro, cortando a garganta de Kahrn.

Kahrn, com a garganta vertendo sangue, tentava urrar e acertar Q’Dor, que desviava. Sua espada flamejante vacilava e o próprio fogo passou a consumir o duque. Kahrn morreu em pé, uma pira humana. Mas o ritual não tinha sido parado.

Bastian correu para acudir Baden, jogando poções de cura em sua garganta. Muriel buscou Ofélia para entender o que poderia fazer. O gigantesco homem-polvo parecia se aproximar mais a cada relampejo. O mundo era cada vez era mais a distorção que a própria realidade.

Muriel correu até o altar do ritual. Não sabia mais se era Ofélia que comandava o corpo ou ser era o seu próprio instinto. Os outros puderam vê-la pronunciando palavras arcanas e o vento e a chuva transformavam-se em um furacão, era impossível de ver ou ouvir alguma coisa. Até que um clarão se fez e todos caíram.

Quando recobraram a consciência, as nuvens deixavam o céu e o sol podia ser visto novamente. Mariana chorava abraçada em Muriel. Dos olhos da necromante, lágrimas saíam enquanto ela murmurava o nome de sua mestra. Não era mais Muriel/Ofélia, voltara a ser somente Muriel.

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A Batalha de Aidalin
Onde irmãos se reencontram

A magia de Montym fez a Guilda da Curtição descer com suavidade ao chão, aterrisando no meio do campo de batalha. Aidalin não mais existia como a cidadela élfica construída sobre ruínas. Era um sangrento campo de batalha.

Reencontro entre irmãos

Baden Urquell conseguiu ver seu irmão enquanto desciam. Chimay Urquell corria pelo campo de batalha em cima de seu cavalo branco disparando bolas de fogo e cortando elfos com sua espada. Baden disparou uma flecha que errou o alvo mas chamou sua atenção. Os irmãos trocaram olhares e no rosto de Chimay, um sorriso se abriu. A flecha de Vanael acerta Chimay, mas eles não percebem que escamas surgiram no ponto onde ela acertou sem fazer ferida e logo desapareceram.

Os soldados volstagradianos do exército de Chimay Urquell foram para cima da Guilda da Curtição. Muriel fazia sua esfera flamejante deslizar pelo campo de batalha arrebatando os soldados com seu calor mortal. Bastian e Yusuke Suzuki subiram nas ruínas para atrair a atenção dos soldados e enfrentá-los de um ponto de vantagem.

Vanael avistou no meio do campo um soldado enorme, totalmente armadurado e portando um grande martelo: o novo soldado que os volstagradianos em Hamming haviam mencionado. Disparou uma flecha à distância que estavam, mas a flecha apenas tocou o elmo do grande guerreiro, sem ferí-lo. Sua atenção havia sido chamada.

Latiffa Laqüiin estava atacando os soldados em sua forma de gorila, junto com Q’Dor e Baden Urquell. Os soldados não paravam de vir e as flechas voavam ao seu redor. Do alto do forte, Arumir orquestrava os elfos na defesa da cidade. Os Asas Vermelhas faziam rasantes, tentando desviar a atenção dos soldados dos cidadãos, para que pudessem fugir. Mas uma bola de fogo seguida da pedra de uma catapulta tiraram o elfo albino da visão de todos.

Sem muito poderem pensar, um dos muros foi arrebentado e pedaços de pedra arremessados: o gigante armadurado fez seu caminho até a Guilda. Latiffa tentou enfrentá-lo, mas a pancada do martelo a arremessou. Vanael e Yusuke posicionavam-se para atacá-lo, sem conseguir ferí-lo, e Q’Dor buscava proteger Muriel.

Eis que Yusuke consegue ferir o grande guerreiro em um ponto vital. Flanqueando, Q’Dor consegue desferir seus golpes e arranca parte da armadura do braço do guerreiro. O sangue mostrava que era um humano, e não mais um golem dos Urquell. Latiffa estava de volta à forma humana para se curar das feridas do combate e Muriel erguia os volstagradianos mortos como zumbis para impedir a chegada de mais soldados ao combate.

O grito de uma garota e a visão de Chimay invadindo o templo em seu cavalo chamam a atenção de Baden, que dispara atrás de seu irmão. Sabendo o grito ser de Mariana, Latiffa manda sua pantera Marcellus atrás da garota.

Baden entra sorrateiro no forte para ver Arumir caído nos escombros com a perna presa. Mariana tenta puxar o elfo e Chimay se aproxima, gargalhando: “A rosa! A rosa! Que encontro fortuito!”, berrava o louco, sacando sua espada e se dirigindo a Mariana.

Arumir tentou impedí-lo disparando um raio de suas mãos. O raio acerta o rosto de Chimay, que se contorce em escamas, voltando ao normal sem parecer ter sido afetado. Baden salta sobre o irmão gritando e o acertando com a espada de Dracotemor, sem efeito. Chimay, feliz ao ver o irmão, o coloca sob seu encantamento de paralisia. Divertindo-se com sua conquista, aproxima-se de Mariana. Arumir dispara outro raio, errando Chimay, que ri do velho elfo albino, até que percebe que não era o alvo: Baden começava a recuperar os movimentos. O albino havia quebrado a magia de Chimay.

O louco mago se aproxima de Arumir, empurrando Mariana, e o fura no peito com sua espada. Sangue escorre do peito do elfo e Baden ataca seu irmão novamente. Chimay luta com ferocidade, sua espada destroçando a armadura peitoral do jovem guerreiro. Baden, percebendo que não conseguia ferir o irmão, decide agarrá-lo e obtém sucesso. Chimay estava preso no abraço de urso de Baden. Em seguida, Marcellus aparece e Mariana se agarra à pantera.

No campo de batalha de Aidalin, Q’Dor tentava resistir aos impactos do martelo do guerreiro e Yusuke por pouco desviava de uma rodada do martelo. A batalha não estava indo pior pelos efeitos da música de bardo de Bastian, mas já conseguiam ver o guerreiro vacilar em seus movimentos e muito sangue escorrer de seus ferimentos.

Latiffa usa o poder de Valahr para comandar o guerreiro a soltar seu martelo. Q’Dor e Vanael aproveitam a oportunidade para atacá-lo e a druida corre em sua direção. O guerreiro recupera sua vontade e pega o martelo do chão, atingindo Yusuke. Em um ataque combinado, Q’Dor e Latiffa conseguem acertar com vigor o guerreiro. Virado para atacar a druida, recebeu de Q’Dor uma letal espadada e teve o peito amassado pelo martelo de Latiffa. O grande guerreiro, pende a cabeça, estendendo a mão em sua direção. Sua voz vacilante é ouvida por Latiffa: “Me desculpe… minha pequena”, enquanto seu elmo cai, para o terror da druida.

A profecia de Dean Conlanin se concretizou: “Perto de algo familiar para um, familiar para outro está.”. Shaquille Laqüinn estava ali, sob a armadura e segurando o martelo. Sangue escorria de sua boca e sua paz havia sido encontrada ao ter o encanto de Chimay Urquell quebrado com sua morte. Poderia descansar, sabendo que sua irmã estava bem e esquecendo as atrocidades que cometera como escravo da vontade do mago louco.

Latiffa era lágrimas e pesar. Muriel olhava incrédula e todos estavam com raiva de Chimay: ele deveria pagar. Com o exército se aproximando, todos correm para o forte e se deparam com uma cena que não imaginavam.

A Serpente Chimay

Chimay conseguiu se soltar do abraço de Baden invocando forças proibidas. Seu corpo se alongou, com seu rosto se deformando em um capuz de naja e suas pernas virando o rabo de uma serpente. Sua forma e seu tamanho agora lembravam uma mistura de Chimay com Malvirdan. Seu golpe jogou Baden para a entrada. O guerreiro consegue agarrar sua espada enquanto caía no chão e seus amigos chegavam.

Acostumados a lutar contra inimigos grandes, Bastian e Yusuke buscaram um ponto fraco nas paredes do forte para improvisar um gancho para tentá-la trazer abaixo sobre Chimay. Enquanto isso, Vanael, Baden, Q’Dor e uma Latiffa que estava fora de si atacavam a serpente Chimay.

Os golpes de nada adiantavam. Muriel, com o conhecimento de Ofélia, ordenou a Vanael que arremessasse a Lança de Malvirdan, forjada por Morodh Sete-Dedos, contra a criatura. Vanael erra o alvo, Chimay agarra a lança e a devolve, arremessando contra eles. Conseguindo se esquivar, Baden tenta agarrar a lança, mas ela passa a centímetros de seus dedos.

O som de cavalos e gritos de batalha mal podiam ser ouvidos de dentro do forte com a concentração na luta contra Chimay. Algo estava acontecendo, mas náo poderiam se preocupar com isso. Com a armadilha pronta, Yusuke e Bastian preparavam-se para derrubar a parede, mas Chimay foi mais rápido: conjurou uma bola de fogo que explodiu em cima da Guilda.

Quando o fogo passou, Muriel olhou em volta. Yusuke e Latiffa estavam caídos, gemendo de dores e Bastian… Bastian não respirava. Vendo o halfling caído, com o corpo sem vida, logo após Latiffa perder seu irmão de forma trágica, foi um peso para a maga. Correu em direção ao halfling, mas não havia mais nada que poderia fazer. Tratou de Yusuke e Latiffa pareceu ter conseguido se estabilizar.

Q’Dor tomou distância e saltou com a Lança de Malvirdan sobre Chimay. A lança venceu sua proteção de escamas, fazendo com que todas elas balançassem, e um jorro de sangue o atingiu. Vanael disparou contra o rosto de Chimay, ferindo-o profundamente. Q’Dor continuava a perfurá-lo com a lança e o monstro tentava escapar. Q’Dor e Baden correram pelas suas costas, o estóico guerreiro enfiando a lança profundamente nas costas de Chimay e o jovem guerreiro abrindo um corte de suas costas até sua cabeça.

A serpente Chimay caía sem vida. Muriel, desesperada, pega a Pena Flamejante e usa seu poder para trazer Bastian de volta à vida. Lá fora, Baden via os cavaleiros de Conde Kahrn atacando o exército de Chimay, defendendo Aidalin de seus atacantes. Era uma vitória, mas a que custo?

A verdadeira face do Conde

Kahrn aproxima-se do que restou da Guilda da Curtição. Pergunta o que aconteceu ali e parabeniza-os por suas ações. Porém, em um golpe fatal, decreta a prisão da Guilda da Curtição pela morte de Falks Teocrates. Os soldados do Conde põe a Guilda sob a mira de suas lanças e confiscam seus equipamentos.

Acorrentados e carregados para uma carruagem-prisão, Latiffa tem mais uma visão de dor antes de desmaiar: os soldados de Kahrn traziam Mariana pela gola da camisa e Marcellus espetado por várias lanças. Era demais para a druida. Ela só queria que aquilo não passasse de um sonho ruim.

A caravana de Kahrn partiu rumo à capital de Volstagrad. Baden olhou em volta, vendo seus amigos desolados, mas não encontrou Nilbog Comegatos.

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A Morada nos Céus - Parte 2
Onde a maga descobre quem é

O Castelo no Céu

Saltando dos grifos, a Guilda se depara com o castelo. Muitas torres, muitas janelas e uma porta dupla enorme, da altura de gigantes, eram as coisas que chamavam sua atenção.

Eis que os grifos viram-se para Aidalin como se assustados com algo. Disparando um grito de perigo, colocam-se a voar de volta para a cidadela dos elfos com velocidade. Algo estava acontecendo lá embaixo, mas sem os grifos não teriam como voltar. Restava-lhes explorar o castelo da Morada nos Céus.

Baden Urquell vai abrindo logo as portas gigantes para se deparar com um escuro corredor onde as tochas nas paredes vão se acendendo automaticamente, mostrando um infinito corredor. Amedrontados, decidem que Bastian subiria as paredes do castelo até uma janela e os içaria com uma corda.

Bastian encontra uma sala de estudos, com livros, escrivaninha e muita poeria. Passam um tempo tentando encontrar algo nos livros, mas são muitos e sobre assuntos mundanos. O halfling abre a porta da sala para se deparar com outro corredor infinito, como o das portas gigantes. Decidem seguir por ali mesmo.

A Sala dos Espelhos

A primeira porta que conseguem encontrar é metálica e fria ao toque. Percebem que é uma porta de correr e Yusuke Suzuki a examina por armadilhas, sem nada encontrar. Quando abrem a sala, percebem que estão em um mar de espelhos. Todos passam mal e começam a perder os sentidos, sentindo-se fracos e vomitando. Menos Q’Dor. O estóico guerreiro, retornado da morte, segura suas entranhas para não vomitar e encontra dois espelhos que diferem dos outros por não refletirem as imagens.

Quebrando os espelhos com seu escudo, Q’Dor puxa os outros membros da Guilda para fora da sala dos espelhos. Quando todos se recobram do enjôo, põe-se novamente a caminhar pelo corredor infinito.

A Porta Falante

O corredor dá em uma porta que se abre com um largo sorriso. A porta começa a conversar com a guilda e Muriel percebe que está escrito em runas anãs a palavra “rir”. Mencionada sobre isso, a porta afirma que rir é um dos melhores remédios e que alivia a alma.

Baden então se coloca frente à porta e lhe pergunta: “Como se chama um grifo que atravessa um rio?”. A porta titubeia, ao que o guerreiro responde: “Hipopogrifo!”. Com uma sonora gargalhada, a porta se abre e a guilda passa.

D’um Baar

A próxima sala se mostra uma caverna com uma abertura no teto por onde desce luz e é possível ver o céu. A luz logo dá lugar à sombra e o que bloqueia a abertura da luz se mostra: um dragão. Não como o dragão que atacou Lindley. Este era menor e suas escamas eram de um brilho metálico. D’um Baar, se apresentou o dragão, e disse que admirava a perspicácia e inteligência. Desafiou Muriel.

As perguntas de D’um Baar foram respondidas com êxito pela maga. O dragão lhe propôs um novo desafio, deveria usar sua astúcia em combate, e invocou uma armadura animada das peças que estavam espalhadas pelo chão. Yusuke percebeu que era uma armadura de sua terra, usada pelos guerreiros nobres. A armadura ergueu sua longa e curva espada e atacou a maga. Muriel conseguiu esquivar e usou sua magia de Detectar Magia para perceber que a runa no elmo da armadura brilhava. Escapando novamente da espadada, consegui disparar seus mísseis mágicos contra o construto, que se desfez novamente em placas inanimadas.

D’um Baar aplaudiu a astúcia da maga e lhe confiou um pergaminho com a magia que havia usado. Disse-lhes que Montym, o mago do castelo, estaria os esperando. Subiram então por um vórtice de ar no lugar do facho de luz que o dragão ocupava e foram arremessados fora da caverna para dentro de uma das janelas do castelo.

Mistérios revelados

Recuperando-se do acontecido, perceberam-se em uma sala enorme, com imensos quadros na parede. Reconheceram duas das três pessoas retratadas: Morodh Sete-Dedos e Lady Ofélia. O outro, um mago com cavanhaque e usando um elmo de chifres torcidos como os de um cordeiro, deveria ser Montym.

Além disso, na sala havia uma grande luneta apontada para os céus, vários vitrais e uma enorme mesa de prata como uma estrela de sete pontas e duas cadeiras de prata. Baden olhou pela grande luneta e viu uma esfera vermelha. Chamando Muriel, esta reconheceu o planeta que via no telescópio como o brilho vermelho nos céus que chamou sua atenção nas Terras Marginais.

Sem saber como falar com Montym, Yusuke rasgou o quadro de Morodh procurando por passagens secretas. Depois de um tempo sem nada encontrar, cansada, Muriel sentou em uma das cadeiras que a arremessou ao chão. Vendo aquilo, Yusuke decidiu se sentar na outra e cornetas tocaram anunciando alguém. Uma explosão com cheiro de enxofre e pólvora aconteceu no meio da sala e lá estava o homem do quadro, Montym, acompanhado por uma esfera pulsante com tentáculos.

Montym perguntou-lhes quem eram e o que faziam ali. Muriel disse que tinham vindo pela Pena Flamejante e perguntou onde ela estava. Montym lhe respondeu que estava onde Muriel a havia deixado anteriormente, com ele. Sem entender, a maga perguntou o que ele queria dizer com isso. Montym respondeu: “Ora, ”/characters/lady-of-lia" class=“wiki-content-link”>Ofélia, não se lembra de mais nada?".

A cabeça de Muriel gira. Não mais Muriel, mas Ofélia. A maga se lembra de tudo que aconteceu e conta a seus amigos da Guilda da Curtição. Ofélia havia ido ao planeta Yukkoth impedir que os Deuses Antigos fossem libertos de sua prisão, mas foi drenada de seus poderes e antes que morresse, enviou sua consciência para sua aprendiz Muriel. A consciência de Muriel e Ofélia passaram a dividir o mesmo corpo, com Ofélia sugestionando Muriel através de sonhos. Mas agora Muriel e Ofélia eram uma só, duas consciências no mesmo corpo.

Muriel sabia do perigo que corriam. Os servos dos Deuses Antigos planejavam libertá-los usando os artefatos capturados em cada cidade élfica e haveria um sacrifício. Será que era isso que Chimay Urquell planejava, atacando as cidades dos elfos? E a Profecia do Oráculo de Talena estaria relacionada com isso…

Muriel não teve mais tempo para pensar e explicar a seus amigos. Servos dos Deuses Antigos, criaturas que pareciam lagostas com asas, quebraram os vitrais do castelo de Montym e os atacaram com tubos metálicos que disparavam raios. A dura luta contra as aberrações de outro mundo quase tomou a vida de Nilbog Comegatos que lutava nas costas de Baden disparando sua funda e tentando furá-los com sua espada.

Com a luta encerrada, Montym conjura uma magia sobre a Guilda para poderem descer até a cidade. Aidalin estava sendo atacada por um exército e eles precisavam ser rápidos. Q’Dor e Muriel pegaram cada um um tubo que as criaturas usavam e todos saltaram em direção à cidade dos elfos.

Na queda, Baden conseguiu ver uma figura cavalgando segurando uma espada em uma mão e conjurando bolas de fogo com a outra. Havia apenas um grito em sua garganta: Chimay!

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A Morada nos Céus - Parte 1
Onde as nuvens não são mais o limite

A ressurreição do guerreiro

Latiffa Laqüiin usa o pergaminho que obtiveram nas Cavernas da Escuridão para ressuscitar o guerreiro Q’Dor, invocando os poderes de Valahr. O guerreiro retorna dos mortos, mais fraco, mas ainda assim vivo.

Percebem então que não estavam mais lidando com situações que poderiam controlar. Eram agora perseguidos por Belars e Volstagrad e já haviam gasto o pergaminho de ressurreição. Precisavam da Pena Flamejante que Lady Ofélia, a mestra de Muriel, os havia mandado pegar na Morada nos Céus. Era sua garantia caso alguém morresse na vindoura guerra que aconteceria, como previra Ofélia. Ou seria que essa guerra já estava acontecendo?

O castelo no céu

A viagem até Aidalin transcorreu sem problemas. Latiffa teve tempo para curar as feridas de seus amigos e acostumar-se com sua nova companheira, a pantera Sombra. Não encontraram grupos de soldados volstagradianos, deveriam estar todos ocupados com a guerra contra Belars Livre.

Quando chegam na floresta onde a cidadela élfica de Aidalin se encontra, foram atacados por flechas. Todas atingiram o chão, sem acertá-los. Era um aviso dos elfos de Aidalin, considerados os melhores em tiro com arco. Sua fama chega a dar um nome sombrio a essa floresta: Bosque da Morte Silenciosa.

Margolin se anuncia e mostra que a Guilda da Curtição é amiga dos elfos. São levados pela cidade de Aidalin até a maior construção, um forte misturado com árvores e vinhas que passaria despercebido como ruínas para um tolo. Lá foram colocados diante da presença do Caçador das Estrelas Arumir, um elfo albino que pronunciava a língua comum com um forte sotaque. Arumir era o líder dos elfos de Aidalin e era avesso à presença de humanos após o ataque a Daenor pelas forças de Volstagrad e a dominação da região de Belars.

Nilbog Comegatos, vendo a pompa da apresentação do elfo, põe-se à frente e se apresenta com todos os seus títulos, inventados na hora. O elfo então faz sua presença ser sentida por todos do alto de seu trono, erguendo-se e fazendo com que as luzes do local bruxuleiem, como se Muriel tivesse invocado sua magia de Aterrorizar. Após colocar o goblin em seu devido lugar, o elfo albino volta a transparecer a fragilidade de sua idade.

A maga não escapa aos olhos do elfo. Arumir a interpela, afirmando que ela já esteve ali. Desconcertada e sem saber do que o elfo albino falava, Muriel afirma que ele deve tê-la confundido com sua mestra Lady Ofélia, mas o elfo dizia que tinha certeza que era ela mesma, pois reconhecia o brilho em seus olhos.

Perguntado da Pena Flamejante, Arumir aponta para os céus. Deveriam alcançar a Morada Nos Céus para tê-la e ele lhe ofereceria os grifos da sua tropa de Asas Vermelhas se conseguissem cativá-los.

Um show para elfos e grifos

Muriel e Latiffa conseguem facilmente impressionar os grifos e elfos com suas habilidades mágicas. Muriel faz um show controlando seus mísseis mágicos e Latiffa transforma-se em águia, alçando vôo e depois cai na forma de um gorila.

Bastian faz uma apresentação de acrobacia, Q’Dor quebra um tronco com suas mãos e Vanael demonstra sua habilidade com o arco. Baden decide chamar o elfo mais forte para uma queda de braço. Seu oponente, um elfo careca e musculoso, decide apostar a vida de Baden como seu servo caso falhe. Baden falha.

O astuto e impetuoso guerreiro então dá um golpe do elfo, chutando-lhe as partes íntimas, após este ser distraído por Yusuke. Os elfos, percebendo o jogo em equipe deles, decide a contragosto conceder-lhes a passagem.

A Guilda da Curtição monta nos grifos, com Mariana indo com Muriel e o grifo de Latiffa carregando Sombra. A viagem pelos céus mostra a majestade da vida e do mundo que fica pequeno lá embaixo. Cruzando as nuvens, conseguem ver A Morada Nos Céus, um castelo sobre uma rocha flutuante no ar.

Mais acima, no céu além do céu, desponta o brilho vermelho que Muriel havia visto anteriormente quando estavam no Forte nas Terras Marginais.

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O Fim da Ameaça da Adaga
Onde o Bando da Adaga finalmente é derrotado

Confusões em Belars

Após Muriel terminar de copiar as magias que encontraram nas Cavernas da Escuridão para seu grimório, partem em direção a Belars. No caminho, passam pela ponte onde enfrentaram os goblins quando estavam indo recuperar o Sino de Sir Valérius e pela Mansão Chell. As lembranças enchem seu corações, ocupando a ansiedade de encontrar Falks Teocrates e Chimay Urquell.

Colocando-se para descansar da viagem na estalagem a Águia Gritante e são recebidos por Mac Boon. Contam suas histórias das aventuras por que passaram desde a última vez que estiveram ali e tentam improvisar um show para os outros frequentadores da estalagem. É aí que tudo começa a dar errado.

Impressionantemente, Bastian começa a tocar muito mal e é seguido por Yusuke Suzuki e Baden Urquell, todos fora de compasso e desafinados. O clímax desse pandemônio acontece quando Nilbog Comegatos decide fazer um número de sapateado em cima da mesa e seus consolos do sacerdote das Cavernas da Escuridão, que estavam grudados em sua armadura, se desprendem e caem nas tigelas de sopa. Irritado, Mac Boon os coloca pra fora.

Um inesperado encontro com o perigo

Andando por Belars despreocupadamente, acabam parando em frente à uma conhecida taverna onde pela primeira vez lutaram contra os Filhos de Kelvin, agora chamada de Os Mamilos Torcidos, provavelmente em homenagem ao golpe que Baden usou em Norrin, o bárbaro.

Eis que ao adentrarem, Q’Dor é o primeiro a perceber que em uma mesa estavam sentados três mercenários do Bando da Adaga. Ele barra os amigos de entrarem, e, percebendo que ainda não tinham sido vistos, conduz seus amigos para fora… Diretamente para baterem com outro grupo do Bando da Adaga que tentava entrar.

Sem perder a oportunidade, Bastian começa a arremessar suas adagas, com crueldade e sem acertar em pontos vitais, em um dos mercenários. As lembranças da morte de Delyth nas mãos do Bando da Adaga escureciam seus pensamentos. Vanael puxa sua espada acertando um dos homens no rosto com um corte superficial, apenas para marcar-lhe uma cicatriz se sobrevivesse. Mariana e Margolin correm para a Águia Gritante.

Q’Dor começa uma troca de socos com outro, ambos acertando e quebrando narizes, até jogar seu oponente contra a parede, pegando-o pelo pescoço. Baden derruba seu adversário ao chão e começam a trocar golpes. O mercenário, por sua vez, inverte a situação e tenta bater a cabeça de Baden contra o chão, mas Latiffa Laqüiin o acerta com força.

Um dos homens do Bando da Adaga que estava lá dentro abre a porta para investigar os barulhos e, ao ver a situação, a fecha rapidamente. Vanael abre a porta para ver os homens fugindo pela janela do outro lado da taverna e corre com Baden e Latiffa para dar a volta. Yusuke pula para o telhado para buscar uma posição de vantagem, puxando seu arco.

Direto na armadilha

Quando Q’Dor e Muriel entram na taverna para acalmar os cidadãos belarianos, Bastian fica de fora. Investigando o corpo do homem contra o qual lutara, descobre uma carta. Sua leitura é interrompida por uma rapier que vara a carta e quase o atinge nos olhos. Um homem usando chapéu com pena e capa, com um sotaque diferente o desafia. O Bando da Adaga os havia pegado em uma armadilha. Seus melhores mercenários estavam ali.

A rapier desaparece de sua frente e Bastian percebe que o homem deu um salto para trás e vinha atacando novamente, em um salto para frente. Bastian desvia magistralmente do ataque, fazendo com que a rapier atinja o chão com força, partindo-se. O halfling aproveita o balanço do ataque e sobe pelo resto de espada e braço do homem. Suas últimas palavras para o atacante, antes de jogar um frasco de fogo alquímico em seu rosto foram “Por Delyth”. O homem tem seu rosto queimado e morre gritando. Bastian tem seu espírito mais leve, mas percebe o gosto vazio da vingança.

Latiffa, Baden e Vanael percebem que o corredor já está muito distante. O elfo e o guerreiro o pregam de flechas, sem que elas atinjam pontos vitais. O corredor então dobra uma viela e eles se detém: percebem se tratar de uma armadilha. Yusuke se prepara com arco e flecha.

Dentro da taverna, Q’Dor sobe para verificar os quartos e encontra um onde um dos homens do Bando da Adaga estava. Com dois golpes, o guerreiro empurra o homem pela janela e começa a vasculhar o quarto. Eis que é atingido pelas costas e percebe seu atacante: um elfo com orelha mordida. Atrás dele, no batente da porta, um homem vestido como nobre volstagradiano se regozija de encontrar aquele que havia fugido do massacre do Clã Aresius, o Kolnidur que os servia, e de poder acabar com aqueles que mataram seu irmão: era Falks Teocrates.

Muriel ouve os barulhos de luta e sobe as escadas. Lá fora, um grande grupo de homens do Bando da Adaga corre do beco em direção à taverna. Yusuke, Baden e Vanael saltam para dentro dela. Muriel encontra Q’Dor sendo atacado pelo elfo e por Falks, já sangrando muito e visivelmente fraco. Desce as escadas chamando por Vanael quando percebe o combate que estava acontecendo: os homens do Bando da Adaga invadiam o local e os frequentadores da taverna corriam para fora chamando pela guarda.

Muriel então invoca seus poderes e conjura a magia de Aterrorizar, fazendo com que os atacantes vacilem. Latiffa, percebendo que Q’Dor estava sendo pressionado contra a janela, transforma-se em gorila e salta, impulsionando-se para dentro do quarto e derrubando o elfo.

Vanael é invisibilizado por Muriel e sobe com a maga para atacar Falks pelas costas. Seu golpe acerta, mas é bloqueado por uma fina cota de malha. Falks possuía uma cota de malha élfica debaixo das roupas, o que deixa Vanael irritado. Apenas pessoas dignas seriam presenteadas com aquilo, ou tomadas eram tomadas por violência dos elfos.

Yusuke amarra uma corda na pilastra e tenta circundar os mercenários que os atacavam. Embora tenha tido sucesso em juntá-los, faltava-lhe força para mantê-los presos. Baden faz sua espada dançar no espaço apertado da taverna. Latiffa termina de esmagar o elfo contra o chão transformando seu rosto em uma massa disforme com os potentes golpes de gorila.

Q’Dor não aguenta os efeitos do veneno da espada do elfo e cai. Muriel tenta estabilizar seus ferimentos é atacada por Falks. Este, percebendo que estava em situação pior, decide fugir. Vanael não consegue impedí-lo de descer as escadas e é quando a guarda de Belars já invadia a taverna que Baden consegue cortar o pescoço de Falks.

Ao verem a confusão e Baden matando o atual regente da cidade, a guarda determina que estão presos. Fugindo pela janela, com Latiffa carregando o corpo de Q’Dor, são salvos por Mariana e Margolin que trouxeram sua carroça e cavalos. Com pressa. saem de Belars em direção a Aidalin e um dos seus mortos.

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Breve descanso antes do confronto
Onde o paradeiro do irmão é descoberto

Informações

Em caminho a Belars, a Guilda resolve parar em Hamming para vender os espólios de suas últimas conquistas e entrar em contato com a Guilda dos Ladrões.

Ao se aproximarem da cidade, Bastian e Vanael notam o chamado dos Vagalumes e se separam de seus amigos. Em uma ruela de sombras, Melgan lhes conta sobre o irmão do finado barão Felks, Falks Teocrates. Melgan descobriu que o rei Isaris Kestantides de Volstagrad o havia enviado para Belars para governar enquanto o Conde Kahrn luta contra os rebeldes de Belars Livre ao sul. Adianta que devem procurar Tio Quill em Belars para obterem apoio para assassiná-lo. Melgan nega ajuda financeira à Guilda da Curtição por já estarem gastando ouro apoiando a rebelião.

Na taverna, a Guilda observa alguns soldados volstagradianos conversando animadamente. Entre as informações que conseguem captar, descobrem que Chimay Urquell, o irmão de Baden Urquell está levando seus exércitos para o sul e tem um novo guarda-costas, um soldado muito grande, completamente vestido de armadura e que carrega um pesado martelo. Q’Dor resolve ficar de guarda na porta caso outros soldados de Volstagrad tentem entrar.

Alguns milicianos que passavam por ali resolvem mexer com o taciturno guerreiro. Quando achava que ia entrar em confusão com os três milicianos, a porta atrás de Q’Dor abre e os soldados volstagradianos, bêbados, acabam o empurrando em cima dos milicianos. Bastian aproveita para usar suas técnicas de ventriloquismo e causa uma briga entre os volstragradianos e os milicianos, que saem perdendo e seu tenente com o nariz quebrado.

A busca pela virilidade

Antes de repousarem, Baden convence Latiffa Laqüiin a levá-lo a um templo de Hiroka para pedir pela volta de sua virilidade, já que não sabia como remover a maldição da bruxa. Muriel os segue secretamente até a região onde Baden havia frequentado um prostíbulo. Ouvem gritos vindo lá de dentro e colocam-se de prontidão para invadir o local.

Baden encontra o leão-de-chácara do lugar morto a golpes de facada na barriga e os mesmos milicianos que entraram em conflito na taverna forçando as meretrizes a agradá-los de graça. Baden os desafia e Lattifa se transforma em um gorila. Muriel entra no prostíbulo conjurando Amedrontar, fazendo os milicianos entrarem em pânico. Baden acerta com sua espada o tenente Hover Brando, que fazia uma refém. Machucado, o tenente é chutado pela mulher assustada. Baden a segura e a beija, sentindo sua virilidade voltar.

Madame Zora, a cafetina, agradece por salvarem suas meninas e lamenta a morte do leão-de-chácara Rodolfo. Baden pergunta se os homens de seu irmão estiveram ali e Madame Zora lhes conta sobre o desejo de Chimay por elfas. As garotas que o atenderam ainda estavam se recuperando dos ferimentos que ele lhes causou. Madame Zora oferece um quarto para Latiffa e Muriel e oferece seus serviços como agradecimento a Baden.

Negócios inesperados

Na Guilda dos Ladrões de Hamming, Bithonia Fenia chama Q’Dor, Bastian, Vanael e Yusuke Suzuki para conferenciarem com Neme Finório. Neme os recebe, dizendo já saber do contato de Vanael e Bastian com os Vagalumes. Discutem sobre a atual situação de Belars, sobre o Bando da Adaga e sobre o que Chimay Urquell procurava em Daenor.

Q’Dor pede para vender os espólios que trouxeram e Neme os desafia para um jogo de cartas, apostando um desconto. Yusuki vence Neme finalmente e fecham negócio com favorabilidade para a Guilda.

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As Cavernas da Escuridão - Parte 7
Onde a escuridão das cavernas é destruída

A névoa de Latiffa Laqüiin dificultava a mira dos hobgoblins que atiravam contra a guilda. Baden Urquell e Q’Dor colocaram-se à frente pra confrontar os hobgoblins no corredor, fazendo cortes profundos em seus corpos e empurrando a turba com o pesado escudo de corpo. Mais atrás, Muriel guiava sua esfera flamejante fazendo vítimas, reduzindo a força de ataque dos hobgoblins.

Quando parecia que os hobgoblins não iam mais aguentar, gritos de fora chamaram a atenção. Os hobgoblins saíram por uma passagem secreta nas Cavernas e atacavam Rakloteph e seus guardiões. Empurrando pela passagem um ogro com grilhões em suas pernas e punhos, visivelmente prisioneiro, outros hobgoblins se juntaram ao bando.

Khazim, o homem alto que acompanhava Rakloteph da Guilda dos Escribas, e a menina quieta fizeram vítimas entre os hobgoblins. A Guilda deixou os túneis para salvarem seu contratante e só restava o ogro. Yusuke Suzuki, percebendo que o ogro lutava sem vontade a mando dos hobgoblins, conversou com o monstro. Druk era seu nome, capturado pelos hobgoblins quando havia se separado de seu irmão que cobrava pedágio na ponte no caminho do Forte. Era prisioneiro com outro humano e um elfo.

Um acordo foi feito, Druk os ajudaria a derrotar o hobgoblin carcereiro e estaria livre. Porém, após Druk entrar na sala do carcereiro e reduzí-lo a uma pilha de ossos e sangue, o ogro recusou qualquer oportunidade com a guilda, dizendo-se cansado e que iria encontrar seu irmão. Pobre Druk, não imaginava que seu irmão havia sido morto pelos guardas do Forte.

O prisioneiro humano estava morto quando chegaram. Latiffa percebeu uma tatuagem no ombro do homem, uma roda de carruagem. Bastian e Q’Dor tinham uma vaga lembrança daquele símbolo, mas não conseguiram se lembrar o que significava no momento.

O elfo apresentou-se como Margolin, embaixador da comuna élfica de Aidalin, que após a queda de Draenor, viajou em direção a Mae Dringlor para saber das notícias da princesa. Porém, sua captura pelos hobgoblins das Cavernas da Escuridão atrapalharam sua missão. Vanael prometeu-lhe o retorno a Aidalin, já que a Guilda passaria lá pela missão de Muriel.

Decidiram evitar conflitos maiores nos túneis militares dos hobgoblins, seguindo para a última parte do vale das cavernas, onde os goblins e kobolds disseram estar o homem carismático que juntou as tribos humanoides. Com um pequeno porém…

No meio do vale havia um troll

Uma caverna estava ao lado da escada natural que levava à parte mais alta do vale das cavernas. Sua entrada era branca e sua candidez dava-se pelos ossos fragmentados das vítimas da criatura que ali morava. Com um grupo já abalado pelos combates recentes contra os hobgoblins, precisando guardar energia para confrontrar o homem carismático, decidiram evitá-la. Mas não seriam a Guilda da Curtição se alguém não pisasse acidentalmente em um osso e o som atraísse o grunhido da caverna. E o dono do grunhido era um troll.

Vendo que a fuga era impossível, decidiram enfrentar a besta. Com disparos de flechas para manter a distância, Vanael e Baden soltavam a corda de seus arcos. Q’Dor tentava se interpor entre o troll e o resto da guilda, praticamente encurralados em um túnel formado pela escada. Baden saltou sobre a criatura com sua espada para atrair sua atenção, enquanto Vanael embebia panos em bebida para atear fogo em suas flechas.

Com o troll carbonizado, a Guilda resolveu pilhar sua caverna e quase passaram dessa para a melhor. Corpos de orcs estavam com úlceras e pústulas na pele que indicavam alguma doença. Perceberam então bolsões de esporos no ar e alguns mortos-vivos presos por marcas arcanas nas paredes. Tomaram a sábia decisão de sair dali. Vanael encontrou um anel nos restos do dedo do troll e decidiu tomá-lo para si.

O Templo do Caos Profano

A entrada da caverna já trazia um peso sobre os ombos daqueles que ousavam olhar sua escuridão. Uma onda de desconforto e apreensão se abateu sobre a Guilda. Um portão de ferro travava a entrada e sua abertura por Yusuke gelou a alma de todos. Seu rangido era como o lamúrio de almas penadas. Todos os que estivessem dentro daquele lugar profano saberiam que alguém havia adentrado aquela casa do mal.

A primeira coisa que viram foi uma estátua de uma criatura humanoide com cabeça de serpente que os lembrou as criaturas que viram nos murais da Torre Invertida. Segurava uma placa onde se lia:

Aproximem-se e abram os olhos, pois a Verdade lhes será revelada. Nossas carcaças se erguerão pelas graças do senhor do Abismo.

Mais adentro, viram-se em uma situação calamitosa: muitos mortos-vivos, zumbis, esqueletos e carniçais, se interpunham entre a Guilda e uma porta com um chacal com olhos de pedras preciosas. Os mortos-vivos avançavam, quando Rakloteph mandou que se abaixassem. De suas mãos saiu uma bola de fogo que varreu os mortos-vivos. Muriel percebeu um importante detalhe: sua mão direita, sempre coberta por uma luva, estava em puro osso. A mão foi novamente coberta pela luva, mas de sua mente não saía a pergunta de que preço aquele homem teria pago pelo seu poder arcano.

A Sombra e o Cultista

Atrás da porta com a cabeça de chacal, uma escadaria levava ao segundo andar. Um longo corredor iluminado trazia várias ramificações. Talvez pela primeira vez em sua vida, a Guilda decidiu seguir em linha reta. Precisavam chegar logo ao fim disso, encontrar o tal homem carismático e por um fim às suas maquinações.

Ao fim do corredor, encontraram uma porta. Yusuke encontrou uma armadilha em frente à porta e conseguiu desativá-la. Aberta a porta, depararam-se com uma cena aterradora: a sala servia de aposentos para alguém importante, talvez o tal homem carismático, e mostrava um estilo de vida de lascívia. Era repleta de objetos sexuais, uma enorme cama com cortinas de fina seda… e uma pantera deitada sobre a mesma. As sombras da sala se moveram e atacaram.

Q’Dor usou seu escudo para golpear com força a pantera, que se recolheu com orelhas abaixadas sobre a cama, miando. O poder de Vahlar de Latiffah afastou as sombras para que não os incomodassem. Vendo o grande felino com medo, Latiffah pediu a Vahlar que os medos da criatura se fossem e ela a visse como uma amiga. Sombra era seu nome e a pantera aceitou Latiffah e lhe contou sobre as perversões do maligno sacerdote que ali vivia e sobre os abusos que sofreu em suas mãos.

Ainda no quarto, Vanael encontrou uma sala secreta, mas Bastian percebeu as marcas de um disco na parede, provavelmente o método para acessar a sala não mais secreta. Havia ainda uma porta ali, mas ignoraram, Sombra disse que o sacerdote não estava atrás da porta. Enquanto isso, Nilbog Comegatos se divertia rindo dos objetos sexuais e os afixava em sua armadura.

Investigando a porta restante, encontraram um laboratório como o que Muriel tinha visto na torre de sua mestra. Vários frascos, tubos com água borbulhante e um golem de carne que os atacou assim que adentraram o lugar.

Voltando pelo corredor, Vanael percebeu outra porta secreta, na curva que o corredor fazia para o quarto do sacerdote. E foi seguindo seu caminho que encontraram uma visão aterradora.

O Rei Amarelo

Ali estavam, de frente a uma catedral profana escrita na pedra, com mais de 8 metros de altura, a estrutura dominava o salão juntamente com os cânticos do sacerdote e seus asseclas. Uma imensa figura também havia sido esculpida, com um pano amarelo sobre o rosto, sua posição impunha medo e parecida olhar para quem a fitasse, não importando de que ângulo dentro dessa catedral.

No púlpito estava o sacerdote, entoando um cântico, usando mantos pesados e um chapéu demoníaco. Seus dois asseclas o ladeavam, aspergindo incensos e ervas sobre um corpo mumificado. O sacerdote erguia um elmo com orelhas com forma de asas de morcego e o colocou na cabeça do corpo.

Porém, entre a Guilda e o sacerdote havia vários zumbis. Procurando fazer um plano para atacar, enquanto não eram vistos, perceberam a ausência de Nilbog. O goblin estava escondido nas sombras e se aproximava dos sacerdotes sem ser notado. Quando perceberam, já era tarde demais: Nilbog saltou das sombras e enfiou sua espada na garganta de um dos asseclas do sacerdote. O sacerdote, notando o goblin o paralisou com suas palavras.

Percebendo que Baden, Q’Dor e Vanael estavam amedrontados pelo cântico profano, Bastian esgueirou-se pelas sombras até o altar. Muriel observava a situação, tentando planejar.

Rakloteph e seus guardiões atacaram os zumbis, dando cobertura para os planos da Guilda. Nilbog era continuamente atacado pelo Sacerdote. A cada golpe com a maça, o goblin paralisado parecia vacilar e definhar sem sair de sua posição.

Eis que o outro assecla cai ao chão, perfurado por uma espada que saiu do além. Detrás do corpo, o diminuto Bastian sorri em desafio para o sacerdote. Latiffah que corria empurrando os mortos-vivos sobe ao altar profano. Muriel, à distância, dispara seus mísseis mágicos.

Quando o medo deixou os guerreiros, Baden pediu a Muriel que o encantasse com Patas de Aranha e o tornasse invisível. A ideia dele era ir pelo teto da caverna até Nilbog para resgatá-lo. Q’Dor saiu em disparada para empurrar os zumbis com seu escudo-torre.

O taciturno guerreiro demorou para chegar ao local, enfrentando os zumbis que se debatiam contra seu escudo. Enquanto isso, Baden caía invisível do topo da caverna sobre o sacerdote, derrubando-o e entrando em combate corporal.

O sacerdote estava cercado quando todos se encontraram no altar, sob a estátua do Rei Amarelo. Gritou que não iriam impedí-lo de trazer Gardaag o estranho de volta à vida. Baden desferiu o golpe que encerrou sua vida e disparou uma onda sobre o Templo do Caos Profano. Os zumbis caíram e gritos de homens loucos eram ouvidos à distância. Rakloteph admirava o cadáver do rei bárbaro e mencionava os estudos que poderiam ser feitos sobre aquele lugar em que ele havia sido enterrado, sobre os mistérios que descobririam, mas Q’Dor acabou com suas esperanças queimando o cadáver para que ele não mais se levantasse.

Rakloteph então se enfureceu. Suas pesquisas foram em vão e a Guilda receberia seu ódio. Com um estalar dos dedos, seu corpo se desfez em vento e seus seguidores, o homem e a garota, dissiparam-se em areia.

A Guilda recuperou do corpo do sacerdote um amuleto que abriria a porta em seu quarto. Pegaram tudo que poderiam carregar dali e dos cadáveres. Q’Dor e Baden eliminaram os cultistas que foram entregues à loucura com a morte de seu mestre e a guilda pôs-se de volta ao Forte para finalmente descansarem.

No caminho de volta, feridos e carregados, Bastian observou um acampamento de bandidos que ainda não os tinha visto. Com cuidado, guiou seus amigos na escuridão para que pudessem passar sem combate. Exaustos, levaram mais tempo que esperavam para chegar ao Forte.

A verdade sobre o Conde

Após descansarem e se recuperarem, foram recebidos pelo condestável Conaldhan para contarem sobre sua missão nas Cavernas da Escuridão. Ao saber da missão dada por Kahrn, Conaldhan lhes revela sua história: Kahrn era um jovem bárbaro sobrevivente do massacre que as forças das Terras Ocidentais promoveram sobre o exército de Gardaag. O rei bárbaro oferecia uma ameaça para Volstagrad e Belars e as tropas do Forte nas Terras Marginais foram enviadas para matar todos os bárbaros. Conaldhan tomou pena pelo jovem bárbaro que chorava sobre o cadáver de seus pais e o tomou como escravo. Kahrn fora treinado e enviado a Volstagrad para servir no exército, subindo de patente e adquirindo prestígio e título de nobreza.

Para Conaldhan, Kahrn pretende vingança contra Volstagrad, obtendo o elmo que pertenceu a seu líder de clã para mostrar sua aliança. O condestável não parecia demonstrar repúdio ou juízo contra a vontade de Kahrn, parecia entendê-lo.

A Guilda então ligou Kahrn ao guerreiro da profecia da princesa élfica. Precisariam partir imediatamente para Belars, mas não sem antes pegar a armadura de couro de mantícora e a Lança de Malvirdan com Grigor Forja Rubra. Mariana e Margolin seguiriam com eles.

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As Cavernas da Escuridão - Parte 6

A Guilda chega ao Forte e segue para A Cevada Bem Dotada, onde descansam e se recuperam dos ferimentos, junto com os Filhos de Kelvin. O corpo de Rafer Cruaidh é levado ao templo de Urdra, para o clérigo nortista Dean Conlanin.

O mistério da rosa

No dia seguinte, seguem para a mansão do Forte para ter com Conaldhan e Morodh Sete-Dedos sobre o que encontraram nas Cavernas da Escuridão.

O ataque do dragão em Lindley, a revolta de Belars Livre em Belars e o crescimento dos ataques de monstros, goblinoides, humanoides e todos os estranhos acontecimentos nas Terras Marginais preocupa o comendador Conaldhan. Ele pede para a Guilda rapidez na solução do problema nas Cavernas da Escuridão.

Morodh Sete-Dedos mostra-se muito preocupado com as menções aos Deuses Antigos nas cavernas e em outros lugares por onde a Guilda passou. Os Deuses Antigos tinham sido aprisionados há muito tempo, não deveriam ser capazes de estar influenciando o mundo assim. Certamente, o tal homem carismático deve ser um cultista dos Deuses Antigos. A Guilda percebe que quando fala desses temas sombrios, a lucidez e os dedos de Morodh parecem voltar, mas logo retomam sua normalidade quando trocam o assunto.

Vanael mostra a Morodh uma das presas de Malvirdan. O mago parece tratar a presa como se conhecesse a serpente que derrotaram, como um ser antigo, e promete ao elfo que irá levá-la a Grigor Forja Rubra para fabricar algo ao elfo.

Conaldhan os avisa de que um estrangeiro residente no forte, Rakloteph da Guilda de Tradutores e Escribas, estava interessado em negociar uma proteção e expedição às Cavernas da Escuridão.

O retorno ao templo de Urdra traz mais revelações. O corpo de Rafer estava sendo encomendado aos Portões de Omnos quando chegaram e puderam perceber, no corpo já limpo, uma tatuagem que haviam visto no mapa do capitão do Forte quando foram vasculhar seu quarto em busca de informações sobre o ataque dos assassinos do Bando da Adaga: uma rosa em um círculo. Aquele símbolo marcava uma das casas de Lindley.

Dean Conlanin oferece seus serviços para recuperar as forças de Vanael e Q’Dor. O clérigo, em meio aos trabalhos, é tomado por Urdra e profetiza: “Perto de algo familiar para vocês, algo familiar para outro está”. Sem entenderem muito, e com o clérigo debilitado pelo acontecimento, partem para voltar ao descanso.

Vanael fica observando o anel élfico que havia encontrado. Não havia magia nele, pelo que Muriel havia verificado, apenas a inscrição.

A Guilda de Escribas e Tradutores

No dia seguinte, Latiffa encontra com Mariana e lhe dá um presente: uma das pulseiras de ouro que encontraram nas masmorras. Uma garantia para seu futuro, diz a clériga, abraçando a garota e pedindo que guardasse longe da vista de curiosos.

Na Guilda de Tradutores e Escribas, são recebidos por Rakloteph da cidade de Shahiri. O escriba veio das terras dos Reinos Orientais, e representa uma sociedade interessada em recuperar objetos históricos e explorar lugares perdidos, sendo uma espécie de arqueólogos interessados em textos antigos. Usando um turbante com uma pedra verde, mantos azuis e negros e uma luva de couro na mão direita, seu rosto limpo de pelos e moreno traz as areia do deserto para as Terras Marginais.

O contrato é feito, ao pagamento de 50 peças de ouro por dia pela proteção de Rakloteph, e seus guarda-costas pessoais: a montanha humana Khazim al-Razhad e a misteriosa encapuzada Shantae.

O sinal nos céus

Ao amanhecer, Muriel observa uma chuva de meteoros cruzar os céus e algo lhe chama a atenção. Um brilho vermelho nos céus, algo que não havia percebido antes. Ela abraça sua familiar Coragem e desce para o desjejum n’A Cevada Bem Dotada.

Sem a companhia dos Filhos de Kelvin, mas contando agora com mais três acompanhantes, a Guilda retoma o caminho em subida às Udrar Kahal.

Ao final da tarde chegam de volta às Cavernas da Escuridão e dirigem-se à caverna onde Vanael havia identificado botas pesadas e pegadas bem organizadas. Quando invadem, percebem que a caverna foi bem modificada e transformada em uma fortaleza por hobgoblins.

Com os disparos das setas atingindo Muriel e Vanael, Latiffa usa o poder de Vahlar para dificultar a mira de seus oponentes, criando uma névoa em volta da Guilda. Muriel usa sua esfera flamejante para tirar os besteiros de sua barricada. Os hobgoblins tocam o alarme e um grande número se dirige para o corredor de entrada, dispostos a eliminar os invasores.

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As Cavernas da Escuridão - Parte 5
Onde muitos ficam feridos

Findas as atividades nas cavernas dos kobolds, a Guilda da Curtição decidiu investigar a segunda caverna dos goblins, da tribo Chifre Flamejante, enquanto os Filhos de Kelvin investigariam as cavernas mais adentro no vale.

Bastian e Yusuke Suzuki debatem sobre a separação dos grupos novamente. Já haviam tido problemas com orcs onde os Filhos de Kelvin agora seguiam e não estavam totalmente recuperados. Deixando a caverna da tribo Chifre Flamejante de lado, resolveram se reunir com o outro grupo.

Uma dura luta e prisioneiros

Porém, ao chegarem nas cavernas dos orcs, encontraram Kracky abatido, puxando o corpo desacordado de Mezlo para fora das cavernas. Certificando que o elfo estava estabilizado, a guilda entrou nos túneis dos orcs, encontrando vários corpos de orcs e os Filhos de Kelvin, Krago e Norrin, caídos. Estabilizados de seus ferimentos, levaram-nos para fora para que Kracky pudesse protegê-los de novos confrontos nas cavernas.

Após enfrentarem alguns orcs e um carcereiro com ferramentas de tortura, conseguiram libertar o único prisioneiro ainda vivo: Rafer Cruaidh. O homem debilitado pelos ferimentos foi curado por Latiffa Laqüiin para que não morresse, mas ainda estava fraco. Os dias de tortura o deixaram muito fraco para lutar, e suas condições de higiene não eram das melhores, mas ele insistia em acompanhar o grupo.

Foi quando encontraram a sala do rei dos orcs. Um orc tão grande quanto um ogro, e com um guarda-costas igualmente grande. O guarda-costas do rei impedia a entrada na sala, atacando ferozmente e pressionando a guilda de volta ao corredor. Com a astúcia de Yusuke e a ajuda da magia de Muriel, conseguiram derrubar o guarda-costas e atrair o rei orc para o confronto.

Quando os porcos explodirem…

O rei orc com sua coroa torcida de latão provou-se um formidável oponente. Seus golpes fizeram com que Q’Dor tivesse que se afastar, enquanto Bastian procurava atrair sua atenção com seus saltos acrobáticos. Seu escudo arranhado e marcado com faixas de sangue parecia mover-se para defendê-lo.

Foi lembrando das palavras de Morodh Sete-Dedos que decidiram arremessar o porco no rei orc. Seria muito improvável que o porco explodisse como dissera o mago louco, já haviam tentado antes sem sucesso. Pelo menos, o porco o distrairia o suficiente para que Yusuke e Vanael o atingissem.

O porco explodiu. Contrariando as leis da natureza, o porco explodiu. Porém, a explosão tomou os corredores. Poucos conseguiram evitar a onda de fogo e calor. Rafer Cruaidh foi uma das vítimas, acabando morto. Levantando-se, um pouco tontos pelo acontecido, mal perceberam que o rei orc ainda permanecia de pé, muito ferido, era verdade, mas ainda de pé. Era hora de levar a luta para fora das cavernas e puseram-se a correr.

A sua espada atravessou Vanael pelo abdômen, quando o elfo tentava escapar. Gorgolejando sangue, seu grito de dor fez com que a fuga fosse esquecida. O rei orc deveria tombar. O grande orc correu para seu trono, de onde sacou uma poção escondida e preparava-se para tomá-la, quando Latiffa invocou os poderes de Vahlar e o fez soltar a poção.

O orc ficou impressionado com o poder da clériga. Foi o suficiente para que Bastian conseguisse cortar sua garganta e o rei orc caiu, com sua coroa amassada. Vanael foi estabilizado e levado para fora, enquanto pegavam tudo o que pudessem da sala do rei dos orcs.

A viagem perigosa

Com a noite caindo em suas costas, seguiam o mais rápido que podiam descendo as Udrar Kahal em direção ao Forte, sem parar. Foi quando Bastian avistou um acampamento na descida das montanhas. Provavelmente bandidos, mas mesmo sendo poucos, ou aparentando serem poucos, não estavam em condições de mais uma luta.

Bastian conseguiu guiá-los furtivamente pela noite. Sem descansar, seguiram até o Forte. Cansados, abatidos e com a certeza de que aquele humano que estava juntando as tribos humanoides nas Cavernas da Escuridão haveria de cair.

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